Ao nos depararmos com algumas partes da atual produção acadêmica, não somente no Brasil, surgiram inquietações. Inquietações estas, em que o meio intelectual está cada vez mais se dirigindo a quantificação, na busca de respostas mais rápidas e inconscientes com o processo de maturação de ideias, argumentos e significados de pesquisa e objetos. Aumentando no meio historiográfico brasileiro a influência lógica americana do paper, onde reflexões mais apuradas são deixadas de lado em prol do espaço disponível para publicação.Uma demanda que procura intensificar a produção curricular para atender as metas estipuladas por algumas agências financiadoras e/ou instituições de ensino e pesquisa, que levam os historiadores a publicar artigos, com a intenção de completar seus currículos, e em muitos casos sem uma reflexão apurada de suas escolhas metodológicas e teóricas. Este projeto, LEITOR DE..., nasceu destas problemáticas. Os autores selecionados, todos historiadores de formação, com especialidades diversas dentro da historiografia, procuram trazer pensadores de diversos ramos do conhecimento das humanidades. Antropólogos, filósofos, historiadores, sociólogos, o critério principal foi o renome e a presença de cada um nos quadros teóricos e metodológicos de suas respectivas áreas de trabalho. Assim, os pares objetos do livro aqui apresentado estão assim definidos: L. Verney leitor de I. Newton; J. Huizinga leitor de Spengler; Merleau-Ponty leitor de Levi-Strauss; H.Kahn leitor de Sorokin; M. Foucault leitor de J. Bentham; M. Sahlins leitor de Levi-Strauss; Susan Sontag leitora de W. Benjamin; C. Ginzburg leitor de Aristóteles; F. Hartog leitor de Fustel de Coulanges, Bruno Latour leitor de Thomas Kuhn; Homi Bhabha leitor de Frantz Fanon.
