História da Historiografia - Sociedade Brasileira de Teoria e História da Historiografia

    Helena Mollo (UFOP); Pedro Spinola Pereira Caldas (UFU); Sérgio da Mata (UFOP); Temístocles Cezar (UFRGS); Valdei Lopes de Araujo (UFOP)

    Editorial Guidelines
    2008
    177 páginas
    5h 54m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Em seu primeiro número, a revista História da Historiografia já expõe o tipo de reflexão que procurará abrigar, assim esperamos, por muitos e muitos outros números. De maneiras distintas, os artigos e resenhas agora à disposição do leitor interessado examinam temas e apresentam questões sobre o sentido da historiografia, sobre sua necessidade e sua legitimidade, sem, todavia, deixar de enfrentar francamente os desafios que freiam e paralisam a atividade teórica sobre a escrita da história. E esses desafios já se evidenciam no artigo de José Carlos Reis, que recupera o debate sobre o conceito de história a partir do confronto entre Fernand Braudel e Claude Lévi-Strauss. Um outro embate poderá ser conhecido pelo leitor no texto de Martin Wiklund, que não somente oferece uma introdução para a obra teórica de Jörn Rüsen, bem como a situa no debate a propósito da “perda de sentido” na história, tema que também merece a atenção de Astor Diehl, ainda que voltado diretamente para o registro historiográfico da mudança e da temporalidade. Mas as fronteiras, ao serem temáticas, também são temporais. Pensar a historiografia, bem o sabemos, não é exclusividade resultante das duras experiências do século XX. Como o leitor poderá perceber no trabalho de Flávia Varella, as fronteiras entre retórica e verdade histórica podem ser elaboradas por meio da obra de Tácito. E a relação nem sempre simétrica entre historiografia e filosofia é abordada por Pedro Caldas e Henrique Sant´Anna em um texto sobre a cunhagem do conceito de helenismo em Johann Gustav Droysen. Oxalá a nossa revista possa sempre ajudar a responder, no âmbito da história, a pergunta de Ítalo Calvino feita para a literatura: “Por que ler os clássicos?”. Na seção de resenhas, este primeiro número abre espaço para discussões motivadas por lançamentos de obras relevantes para a Teoria da História e a História da Historiografia, mesmo porque, no que diz respeito a esse campo do conhecimento histórico, o mercado editorial brasileiro ainda está longe de ser generoso. Portanto, nos orgulhamos de oferecer ao leitor duas resenhas, uma feita por Sabrina Rocha sobre História viva, de Jörn Rüsen (Brasília: Editora da UnB, 2007) e outra assinada por Sérgio da Mata, que apresenta ao público a coletânea Historiografia alemã pós-muro, organizada por René Gertz e Marcus de Souza Correa. E, veja o leitor, ao conhecer um pouco melhor o que foi recentemente feito do outro lado do Reno, não ignoramos a rígida fronteira imaginária entre a cultura historiográfica francesa e a alemã? É com esse espírito de convergência que a História da Historiografia se apresenta pela primeira vez a um público que esperamos acolher como hóspede freqüente, e, claro, colaborador. Os editores

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