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    História da Historiografia - Sociedade Brasileira de Teoria e História da Historiografia

    Francisco de Assis Brasil

    Edufop
    2013
    282 páginas
    9h 24m
    ISBN-8: 19839928
    Português Brasileiro
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    A História da Historiografia promove neste novo número a recordação da vida e da obra de Manoel Luiz Lima Salgado Guimarães (1952-2010). Nos seus cinco anos de existência, é a primeira vez que na revista se consagra um espaço tão revelante a um único indivíduo. Para quem porventura não tenha tido o privilégio de conhecê-lo pessoalmente, as contribuições aqui reunidas sob a segura coordenação de Temístocles Cezar e Rodrigo Turin dão bem a ideia de um profissional exemplar, que marcou os seus pares tanto pelos escritos inovadores, criteriosos e empenhados na reflexão sobre o papel social da história, como pela intensa atividade de docência e orientação de jovens talentos. Pouco mais de duas décadas bastaram-lhe para formar cerca de 30 mestres e 22 doutores. Uma parte desses discípulos e alguns candidatos de provas que avaliou comparecem agora a prestar-lhe tributo e valorizar o seu rico legado. A natureza de semelhante operação poderia ser ela própria enunciada entre os motivos do texto de Rodrigo Turin em torno das proposições de Peter Szondi. É, no entanto, Durval Muniz de Albuquerque Júnior que, num quase depoimento, se encarrega de resumir os diversos aspetos de toda a herança de Manoel Salgado, sublinhando que nela se deve buscar estímulo para outros trabalhos. Assim justamente procedem Francisco Régis Lopes Ramos e Aline Montenegro Magalhães, Maria da Glória de Oliveira, Pedro Afonso Cristovão dos Santos, Marcia Naxara e Fernando Nicolazzi, em artigos que ora procuram um diálogo direto com algumas das mais marcantes proposições do homenageado sobre a cultura material, o ensino e a escrita da história, ora se servem de breves insights ou sugestões, para propor abordagens originais na releitura de autores menos citados. Completam o dossiê a tradução de um texto recente de François Hartog a propósito das diferentes presenças da Retórica e da Poética de Aristóteles nas obras de Paul Ricoeur e Carlo Ginzburg, e um muito instigante trabalho de Francisco Murari Pires acerca dos fundamentos de autoridade sobre o afamado “paradigma indiciário”: contributos que se iluminam mutuamente e reavivam a vontade de frequentarmos com maior insistência a lição dos clássicos greco-romanos. Tendo em conta os argumentos esgrimidos, apetece, aliás, recordar, com Hans-Georg Gadamer, que Aristóteles chegou a referir de passagem a tripartição da philosophia em “teórica”, “prática” e “poética”. Por esse caminho, talvez se consiga recuperar de uma maneira menos polémica, para a velha estirpe da história, a centralidade da hermenêutica. É provável que Manoel Salgado não se opusesse. Dentre os artigos que compõem a secção de contribuições genéricas, volta a haver um encontro com Aristóteles, e curiosamente, também, por via alemã, no trabalho de Renata Sammer. André Fabiano Voigt prefere convidar o leitor a uma reflexão ancorada em autores franceses, que antes e depois de Braudel debateram o problema da descontinuidade do tempo, tão fecundo em implicações de cunho político. Sergio Mejía surpreende a mudança de um paradigma historiográfico continental na obra do boliviano Gabriel René Moreno. Por fim, Flavia Renata Machado propõe-se a interpretar o romance Terra Sonâmbula do moçambicano Mia Couto como uma voz alternativa à da historiografia sobre o período da guerra que se seguiu à independência de Portugal. Quatro propostas...

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    Francisco de Assis Almeida Brasil profile picture

    Francisco de Assis Almeida Brasil

    Francisco de Assis Almeida Brasil Nasceu em Parnaíba, PI, em 18/02/1932. Jornalista, crítico literário, romancista e contista. Teve seu primeiro texto publicado aos 15 anos: um apólogo intitulado O poste e a palmeira, inspirado num apólogo de Machado de Assis e publicado na Gazeta de Notícias, de Fortaleza, CE, em 1948, e o primeiro romance – Verdes mares bravios – em 1953. O livro foi reeditado pela editora Melhoramentos, em 1986 com o título Aventura no mar, e indicado para o publico infanto-juvenil. Tem mais de 100 livros publicados, entre os quais Beira Rio Beira Vida (1965), com o qual ganhou o Prêmio Nacional Walmap; A Filha do Meio Quilo (1966); O Salto do Cavalo Cobridor (1968), Pacamão (1969), Os que Bebem como os Cães (1975), Nassau, Sangue e Amor nos Trópicos (1990), Jovita (1993), Tiradentes (1994), Na condição de romancista histórico e apreciador da poesia brasileira, levantou e retratou a poesia em diversos estados e publicou diversas antologias com o titulo genérico: A poesia .... no século XX. Assim, foram lançadas as antologias referentes a poesia piauiense (1995), Bahiana (1999), sergipana (1999), espírito-santense (1998), mineira (1999). Em 1996 entrou para a Academia Piauiense de Letras e no ano seguinte recebe o Diploma de Personalidade Cultural da União Brasileira de Escritores. Em princípios de 2008, após viver tantos anos no Rio de Janeiro, voltou para sua terra e passou a morar em Teresina, onde é cultuado como patrimônio cultural.

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    Piauí, Brasil

    Francisco de Assis Almeida Brasil