“De todos os monstros das trevas, o lobisomem é o que carrega a mais terrível maldição. Jamais deixa de ser uma criatura humana, sofrendo, a cada transformação, o tormento de seu lado brutal e incontrolável.”
Sonetos das Trevas foi escrito de uma maneira inusitada, a meu ver. Luiz Antonio Aguiar fala, principalmente, das ações de uma organização secreta que extermina as CMI – Criaturas Monstruosas Incontroláveis – de maneira que eles nunca as capturam para estudo e sempre eliminam pistas da existência dessas criaturas. A organização se chama Falange, e a operação em questão no livro é um lobisomem com milênios de idade.
No decorrer da caçada, são expressos sonetos feitos pelo licantropo que está na mira da Falange. Palavras românticas, outras de dor, algumas que expressam momentos de fúria, outras de arrependimento. E ainda: os sonetos despertam nossa curiosidade sobre a vida do lobisomem. O que torna este homem uma fera? O que faz a fera tomar este homem? E sempre acabamos percebendo que o lobisomem é o lado negro do ser humano.
O Coordenador de Campo V. H. Javert – como a função já determina: chefe da missão – também tem seus mistérios. Tanto é, que o próprio perseguido o entende como se o homem fosse como ele. De fato é: um homem qualquer com seus segredos ocultados por si próprio.
Ao autor e ilustrador: muito obrigado! Vocês, executando mais um trabalho belíssimo produzido pela Editora Edelbra, com a Coleção Medo, mostraram ao publico jovem a verdadeira essência de sonetos e arquivos confidenciais.
E falando em arquivos confidenciais... Como todos os livros da Coleção Medo, Sonetos das Trevas também tem um arquivo secreto. E, é lógico, não vou revelar.