“Camundo – O Desenho e a Sombra” é, definitivamente, um livro que entrou na minha história do nada. Num belo dia entrei no blog da Editora Underworld e descobri que estariam publicando um livro de autor nacional chamado Nanuka Andrade e me deparei com uma capa absurdamente linda, desenhada, com fundo esverdeado e um menino de aparência macilenta e um tanto frágil.
Falar sobre Camundo é difícil demais para mim. Não que não existam adjetivos para descrever a fabulosa história desenvolvida pelo autor, mas porque estou tão atônito com o fim dela que chega a ser assustador.
Camundo cresceu no Asilo, um lugar onde todos os meninos “sem pais” estão. Após fugir de lá, ele entra numa vida que ele jamais supôs que pudesse existir. Bom, pra começar, ele desenha. Não desenhos quaisquer, ele pode desenhar o futuro. Isso mesmo. Mas não vamos falar muito sobre isso para não estragar a história, porém, só pra deixar claro, é exatamente aí que a coisa pega.
Ele vai para o Palacete, viver sob os cuidados de Elano Duarte, onde cria laços com Malini, sua filha, e Cindina, melhor amiga de Malini e que vive com os Duarte desde sempre.
Lá, ele ouve pela primeira vez sobre os Homens do Lagarto, que estão extremamente interessados nos desenhos de Camundo. Uma série de acontecimentos leva esses três numa jornada fantástica atrás de uma cidade subterrânea. Contudo, para chegar até lá...
Ah, cheguei a comentar sobre as ilustrações no início de cada capítulo? São fantásticas (minhas favoritas são as da Cindina, uma personagem tão cativante que só posso ficar pra lá de frustrado com o Nanuka por não ter dado mais papel a ela, contudo, se fosse para ser dessa forma, o livro se chamaria Cindina, mas enfim...) e se encaixam perfeitamente ao capítulo seguinte.
A história é excitante! Corre de uma maneira super agradável (mesmo para uma história de época, que geralmente dá um sono danado na gente – o que não é o caso), com emprego do linguajar usado na época, a descrição impecável em vários aspectos e reviravoltas surpreendentes! Cheguei aos cinco últimos capítulos do livro com uma idéia fixa na cabeça, então, de repente, tudo mudou, e nada era o que parecia ser. Fiquei em estado de choque, balbuciando uns “comos” e “por quês”, sem falar na quantidade de “não acredito!”.
Uma narrativa tão deliciosa que me fez sentir como se estivesse lendo Harry Potter!
E por falar em Harry Potter, foi impossível não fazer uma pequena comparação no trio parada dura: Camundo, Cindina e Malini. Cada um deles tem um quê de Harry, Rony e Hermione, respectivamente, o que torna a história ainda mais divertida! (Pelo menos no meu caso).
Vou esperar ansioso (não – vou atormentar o Nanuka) pelo próximo livro, o qual eu espero ser lançado, pela minha sanidade mental, no ano que vem.
E aproveitando que precisei colocar essa resenha aqui pela segunda vez, uma coisinha que acabei esquecendo de comentar quando postei antes é que eu super consigo imaginar Camundo como uma animação. Enquanto eu lia a história, via as cenas desenrolando-se na frente dos meus olhos de uma forma tão tentadora!... Pode parecer exagero, mas que me deem a possibilidade de trabalhar nesse longa se algum dia ele realmente acontecer (o que não duvido nada!).
PS: Se você leu a história, com certeza vai entender o título desta resenha. ;)