Trilhas do Recife - Guia Turistico, Histórico e Cultural

    João Braga

    Editora Gráfica Inojosa
    2002
    210 páginas
    7h 0m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    João Braga revela trilhas do Recife por BRUNO ALBERTIM Como toda metrópole brasileira, o Recife possui ruas famosas batizadas com nomes de ilustres desconhecidos. Gente que esteve no centro de fatos relevantes para a cidade, até mesmo para o país, mas que o tempo apagou da memória coletiva. Para resgatar a riqueza histórica que, silenciosa, repousa em ruas, praças, paredes, avenidas e outros espaços da cidade, o deputado estadual João Braga lança, hoje, a partir das 18 horas, no plenário da Assembléia Legislativa, o livro Trilhas do Recife - Guia Turístico, Histórico e Cultural. Braga, paraibano de nascença e irredutível apaixonado pelo Recife ( cidade pela qual - não é segredo para ninguém - nutre o desejo de governar ) não sabe precisar quanto tempo levou para escrever o livro. Sempre fiz anotações sobre o Recife. Este ano resolvi organizá-las no livro, que é resultado da minha paixão pela cidade, alardeia. O trabalho literário teve que ser interrompido em março, quando Braga se jogou na disputa pelo seu nome como o candidato próprio do PSDB à prefeitura. A aliança com o PFL acabou consumada e o deputado, no fim das contas, pôde retomar a escrita.O volume, como o título sugere, elenca uma série de 25 trilhas que podem ser feitas pela cidade, marcadas por fatos históricos e culturais. De edição ágil, quase em formato de bolso, o livro lembra os textos de internet. Vários links explicam os principais verbetes das narrativas de cada trilha. Pouca gente sabe que a Avenida 17 de Agosto, em Casa Forte, tem seu nome porque, nesta data do ano de 1645, aconteceu uma das batalhas cruciais para a expulsão dos holandeses de Pernambuco. A avenida é uma das trilhas sugeridas por Braga.Uma característica que torna a batalha única é o fato de que os holandeses, após a derrota no Monte das Tabocas, em Vitória de Santo Antão, encontraram, em Casa Forte, a reação de mulheres que terminaram por expulsá-los. O nome do bairro se deve ao fato de que numa casa forte morava a matriarca Ana Paes, que além de outras ousadias, teve a coragem de casar-se duas vezes com holandeses. Acabou punida pelos portugueses.

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