Teatro -

    David Mamet

    Civilização Brasileira
    2014
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9788520011133
    Português Brasileiro

    Se o teatro fosse uma religião, muitas das observações e sugestões contidas neste livro poderiam ser consideradas heréticas. Em Teatro, o crítico David Mamet defende nada menos que a morte do diretor e o fim da teoria da interpretação. Para ele, os atores ou são bons ou não são atores, e os bons atores geralmente trabalham melhor sem a interferência direta de um diretor, por mais bem-intencionado que ele seja. Seja no sentido de experimentar ou simplesmente de debater sobre suas ideias, este livro chama para uma reflexão impactante e transformadora. Um marco no estudo das artes cênicas. Assim como os livros de Constatin Stanislavski, A preparação do ator, A criação do papel e A construção do personagem, este livro do Mamet vem enriquecer nosso catálogo na área de formação teatral. David Mamet foi diretor e produtor de filmes muito conhecidos do grande público, como Hannibal, Os intocáveis e O sucesso a qualquer preço. É internacionalmente reconhecido como uma das maiores autoridades vivas em matéria de teoria e crítica teatral. Faz parte do Hall da Fama do Teatro Americano e também já ganhou o Prêmio Pulitzer.

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    Juliana Leite picture
    Juliana Leite16/09/2022Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Polêmico

    O livro levanta questões bem interessantes sobre atuação, e podemos perceber claramente que ele não suporta Stanislavski. Não concordo muitas coisas que ele disse, mas acho que esse era exatamente o objetivo dele, provocar o leitor da área teatral. Se realmente era essa a intenção, conseguiu. O ator não deve sentir nada, não deve pensar na construção do personagem... Apenas passar as palavras do autor para a cena. Sendo assim, qual seria a delícia de atuar se não podemos nos desconstruir e construir diversas vezes para dar vida ao outro? Por que não fazer uma leitura do texto ao invés de atuar então? Por mais que a platéia não tenha tanto conhecimento do processo de montagem, do estudo feito para chegar no resultado final, querem se sentir tocadas de alguma forma. Para tocarmos, precisamos ser tocados de alguma forma também. Mesmo em estilos diferentes como por exemplo brechtinianos, onde existe o distanciamento, o ator de certa maneira trará uma carga de energia diferente para a linha de desenvolvimento do personagem. Disso não tem como escapar. Caso contrário, seria muito mais interessante, ler a peça (o que claro, também tem seu valor, mas para isso não precisamos de atores).

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