Como a maioria dos livros de John Grisham, A Confraria segue o estilo jurídico/político, trabalhando com o sistema judiciário norte-americano, a corrida presencial, extorsão, dinheiro sujo, preconceito e dilemas éticos.
Na trama, temos três juízes condenados por diferentes crimes, que se encontram encarcerados em um presidio federal e criam naquele local um Tribunal paralelo, para julgar os pequenos delitos cometidos pelos colegas. Esse tribunal é conhecido como A Confraria. Contudo, não só de julgamentos vive a Confraria, eles mantem um elaborado golpe de extorsão contra gays.
Nessa busca por vítimas ricas e propensas a pagar o preço exigido, a Confraria esbarra no candidato à Presidência dos Estados Unidos, que é mantido e controlado pela CIA. Assim, começam os jogos sujos de bastidores para preservar o candidato da exposição pública e garantir o controle do pais.
O livro critica o uso desenfreado de dinheiro na política e a fragilidade do sistema judiciário.
Um dos pontos positivos do livro é a abordagem dos personagens, porquanto se consegue criar empatia com todos. A exemplo disso, destaco os membros da Confraria, que até então não são dignos de apreço, mas quando dispensam ajuda a um dos prisioneiros que, notadamente, era inocente das acusações, muda-se a perspectiva em relação aos “malfeitores”.
Creio que esse livro daria um ótimo filme, tal como outros êxitos cinematográficos originários das obras do autor. E, afianço isso com base nas críticas do livro, que dividem opiniões e dão azo a inúmeras discussões sobre moralidade e ética. No mais, seria interessante um filme com a dinâmica da troca de cartas, coisa em desuso nos dias atuais.