"A poesia de Guilherme expulsa as mediações literárias (e artísticas) que o leitor voraz – como um personagem de Enrique Vila-Matas – coloca entre seus olhos e o mundo, dando a tudo quanto fala o ar solene da citação e, inevitavelmente, alguma artificialidade no contato com as coisas da vida. Em brasa enganosa, ao contrário, todo esforço reside em repelir tais mediações que infestam a memória (“cale-se itabira bom/ despacho santana/ dos brejos cale-se/ cidade dos meus pais”) e tentar enxergar de frente, o mais diretamente possível, a matéria dos poemas por fazer." Tarso de Melo




