Formas de volver a casa -

    Alejandro Zambra

    Anagrama
    2011
    168 páginas
    5h 36m
    ISBN-13: 9788433977434
    Espanhol

    Formas de volver a casa habla de la generación de quienes, como dice el narrador, aprendían a leer o a dibujar mientras sus padres se convertían en cómplices o víctimas de la dictadura de Augusto Pinochet. La esperada tercera novela de Alejandro Zambra muestra el Chile de mediados de los años ochenta a partir de la vida de un niño de nueve años. El autor apunta a la necesidad de una literatura de los hijos, de una mirada que haga frente a las versiones oficiales. Pero no se trata sólo de matar al padre sino también de entender realmente lo que sucedía en esos años. Por eso la novela desnuda su propia construcción, a través de un diario en que el escritor registra sus dudas, sus propósitos y también cómo influye, en su trabajo, la inquietante presencia de una mujer. Con precisión y melancolía, Zambra reflexiona sobre el pasado y el presente de Chile. Formas de volver a casa es la novela más personal de uno de los mejores narradores de las nuevas generaciones. Un libro que ratifica lo que Ricardo Piglia ha dicho sobre Alejandro Zambra: «Un escritor notable, muy perceptivo frente a la diversidad de las formas».

    Resenhas (6)Ver mais
    camila gonzaga picture
    camila gonzaga29/11/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    ¿Formas de volver a casa?

    "Formas de voltar para casa", o romance mais recente de Alejandro Zambra. Nele convivem duas frentes narrativas: por um lado, o ponto de vista de uma criança que cresceu durante os anos oitenta; por outro, a perspectiva de um homem adulto que escreve o romance desse menino e anota fragmentos de sua vida atual. Tal como antecipa o seu título, a obra constitui uma amostra dos múltiplos caminhos que nos conduzem para um espaço de sentido. O processo de construção narrativa na obra traz elementos que versam entre o ficcional e biográfico numa perspectiva constitutiva de uma memória coletiva sobre a ditadura militar chilena, mas de um ponto de vista diferente. Esta diferença pode ser percebida pela forma como o narrador constrói sua percepção sobre o desgoverno Pinochet a partir de alguém que não sofre os efeitos diretos da violência imposta pelo regime e que adquire tal consciência quando começa a construir seus laços de amizades fora do contexto familiar. Se pensarmos na história das ditaduras militares de toda a América Latina, há sempre uma procura de testemunho das pessoas que sofreram diretamente com a violência e têm a necessidade e o dever de narrar os factos ocorridos consigo e com os seus familiares. Para tanto, o processo de construção do passado na obra de Zambra ocorre a partir de outro ponto. Antes de adquirir consciência sobre os fatos do regime, a impressão de infância que o narrador tinha de Pinochet não é igual à que ele desenvolve quando já tem a capacidade de pensar sobre o que ocorreu com seu país. A narrativa não nega o lado violento da ditadura chilena, nem deixa de lado as famílias que foram destruídas pelo regime Pinochet. Em muitos momentos da narração, o lado violento do período ditatorial é retratado a partir do personagem Claudia. Ela é o personagem que une as lembranças da ditadura chilena à vida do protagonista. Sabe-se que a expectativa da leitura de um romance é diferente, ainda que realista ou mesmo de natureza testemunhal. A narrativa deste romance deixa claro o jogo fictício. No entanto, o literário com o passar do tempo deixa de pertencer exclusivamente ao ficcional e passa também a cumprir o papel de memória do indivíduo que a compõe.

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 39
    • 5 estrelas38%
    • 4 estrelas41%
    • 3 estrelas18%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas0%