O Arcebispo Temple tinha razão quando disse:
“Pagar o bem com o mal é demoníaco.
Pagar o bem com o bem é humano.
Pagar o mal com o bem é divino”.
Página 76
William Macdonald tem sido um dos meus autores favoritos há muitos anos. Ele é considerado o autor desconhecido mais lido no mundo. Seus livros venderam milhões de cópias não só na América, mas também na Europa e no mundo todo. Ler uma obra do Macdonald é sempre um desafio. Você nunca sabe o que esperar. E você sempre sai desafiado a se tornar um cristão melhor.
Nessa obra, o autor nos ensina a como viver acima da média. Esse é um ensinamento revolucionário, pois viver um modo de vida acima dos demais não é tarefa fácil. Ao longo dos capítulos ele nos conta histórias de várias pessoas que viveram uma vida de renúncia total a Cristo, dedicando-se à obra do Senhor acima dos seus interesses pessoais. Eram homens de quem o mundo não era digno.
Veja o exemplo de Tommy, Walker:
"O árbitro de futebol disse:
“Quando estou trabalhando em um jogo no qual Tommy Walker está jogando, tenho que observar apenas vinte e um jogadores, não vinte e dois”. Tommy nunca violava as
regras."
Página 95
Você vai se surpreender ao descobrir vidas que fizeram de tudo para se parecer com Cristo e, por isso, são consideradas pessoas acima da média.
Um livro confrontador, mas extremamente necessário nos dias de hoje.
Para finalizar compartilho meu trecho favorito do livro de 29 homens que escolheram viver acima da média.
Prepare-se para se emocionar.
"Era algum tempo depois da ressurreição de Cristo, quando o infame Nero estava no poder. Ele tinha uma divisão de soldados de elite, escolhidos por causa de suas habilidades atléticas. Eram conhecidos como os gladiadores do Imperador. Fisicamente, esses homens eram representantes notáveis da raça humana. Eram bonitos, musculosos, bem proporcionais, eram a nata dentre os homens romanos. Quando marchavam para dentro do Coliseu, eles cantavam:
“Somos os lutadores do Imperador. Lutamos por ti, ó Rei. Para viver ou morrer. Tudo seja para a tua glória”.
Então, eles empreendiam uma luta por Nero.
Houve um dia em que foram enviados para o norte para lutar contra as tribos germânicas. Foi também a época em que um decreto foi editado que impedia a fé cristã. Nero enviou ordens específicas para eliminar quaisquer cristãos que estivessem no exército. Eliminar era um eufemismo para destruir.
No improdutivo inverno, o General Vespasiano alinhou suas tropas, inclusive os gladiadores. Ele vociferou:
“Chegou aos meus ouvidos que alguns de vocês podem ter abraçado essa nova superstição chamada cristianismo. Duvido que seja verdade. Vocês são espertos demais para isso. Mas, se alguns dentre vocês forem cristãos, quero que dêem um passo à frente”. Para sua surpresa, quarenta gladiadores deram o passo que poderia significar a morte deles. O general dispensou todos os outros das tropas e, pelo restante daquele dia, tentou dissuadir os quarenta homens de sua fé.
“Pensem em seus familiares. Pensem em seus colegas soldados. Pensem no que vocês estão perdendo. Pensem nas consequências se vocês não renunciarem ao cristianismo”.
Os quarenta crentes ficaram impassíveis diante dos apelos e ameaças do general. Quando Vespasiano viu que seus esforços eram inúteis, ele reuniu seu exército e deu uma última oportunidade para se retratarem. “Ordeno a cada cristão neste exército a dar um passo à frente”. Quarenta homens da elite deram um passo à frente sem hesitação. Ele poderia ter ordenado ao esquadrão de execução que os matasse a todos naquele momento, mas Vespasiano tinha outros planos.
Quando a noite caiu, suas tropas levaram os quarenta para fora, ao lago congelado, despiram-nos e os deixaram lá no frio extremo para morrerem. Disse Vespasiano aos homens nus: “Se vocês tiverem bom senso e renunciarem à sua fé, caminhem de volta para fora do lago. Haverá fogo ao redor de todo o lago bem como roupas quentes e alimentos”. Durante a noite, os outros soldados que estavam a postos ao redor do lago olhavam para dentro da escuridão, tentando ver o que estava acontecendo. Eles não conseguiam ver nada, mas de vez em quando ouviam os homens cantando: “Somos os quarenta
lutadores por Cristo. Lutamos por Ti, ó Rei! Para viver ou morrer, é para Tua glória”. De madrugada, eles viram uma figura patética dolorosamente caminhando sobre o gelo em direção a uma das fogueiras. Os soldados correram para encontrá-lo, envolveram-no em cobertores e levaram-no para perto do calor do
fogo. O homem havia renunciado à sua fé. Depois, por todo o lago, eles ouviram uma canção:
“Somos os trinta e nove lutadores por Cristo. Lutamos por Ti, ó Rei! Para viver ou morrer, é para Tua glória”.
Vespasiano chegou a tempo de ver o único desertor e ouvir os trinta e nove vitoriosos. A decisão dele foi firme. Ele retirou sua armadura e caminhou para dentro do lago para morrer com os trinta e nove homens que preferiram morrer a negar seu Senhor."
Página 64-66
Confira a resenha também na plataforma:
www.binwebconnect.com.br