Um livro infanto-juvenil sem muita novidade, com personagens não tão bem desenvolvidos e enfrentando uma aventura que, apesar de se inserir em um contexto interessante, a Roma antiga, não traz muitas novidades nem algo muito instigante.
Como sempre a autora escreve um personagem principal forte e determinado, mas acho que faltou desenvolvimento psicológico nele. A sua relação com uma outra personagem, a qual passa a ser sua amiga, me parece forçada demais e os contextos e as decisões são tomadas muito rapidamente como em qualquer outro livro infanto-juvenil. Faltou mais profundidade. Muitas vezes, eu nem me importava muito com os personagens.
As atitudes do protagonista têm sempre a justificativa de salvar sua irmã e blá blá blá. No entanto, não senti muito peso nisso. Acho que a única coisa interessante no protagonista é que ele não aceita mais ser escravo. Uma de suas frases finais foi bem interessante. Ele diz que a escravidão nem sempre se utiliza de algemas; às vezes, ela é muito mais subliminar. No entanto, uma frase de efeito e um final chocante não salvam a trama toda.
Primeiro porque eu já suspeitava de uma possível relação familiar entre o protagonista e essa outra pessoa da trama. Segundo porque, apesar de o protagonista ter dado um golpe de Mestre no final e se provado uma pessoa de caráter, foi só.
Gostei muito da primeira trilogia que essa autora escreveu e é por isso que talvez eu dê uma chance às continuações desse livro. Apesar de ter sido um primeiro livro bem "meia boca" e se provado infanto-juvenil demais com baixo aproveitamento do potencial da história.
De qualquer forma, eu li Elantris do Brandon Sanderson antes desse livro. Então, talvez, eu esteja pegando pesado já que tinha acabado de ler um livro super bem desenvolvido e surpreendente. No entanto, nâo acho que é o caso.