Grito -

    Paulo Guerra

    Scortecci
    2014
    72 páginas
    2h 24m
    ISBN-13: 9788536635859
    Português Brasileiro

    Aos 21 anos, o poeta Paulo Guerra busca em seu livro Grito levar o leitor à reflexão sobre temas universais. Através de símbolos, imagens e enigmas, como nas antigas fábulas, Guerra fala de vida e morte, liberdade, solidão humana, amor e loucura. “São temas filosóficos que, na minha opinião, são eternos e podem ser entendidos por pessoas de qualquer país, de qualquer época”, afirma Paulo Guerra. Uma diversidade de autores e estilos compõe a formação literária de Guerra. Autores como o britânico William Blake, o poeta Antonin Artaud, o psicanalista e educador Rubem Alves, além dos pensadores gregos clássicos, Friedrich Nietzsche, Arthur Rimbaud e o poeta francês Gérard de Nerval inspiram sua escrita. O poeta ressalta, no entanto, que o poeta e cantor norte-americano Jim Morrison, líder da banda The Doors, foi a maior influência para iniciar sua própria jornada literária com ‘Grito’, que levou cerca de um ano para ser escrito e editado. Ele conta que conheceu a poesia de Jim Morrison quando estudou na Argentina, em uma Escola de Artes, durante um intercâmbio em 2009. “Posso dizer que foi minha primeira experiência de libertação, longe de minha cidade e de minha família. Após esse momento de libertação compreendi a importância de criar a minha própria identidade, através da poesia. A arte é para mim um instrumento o qual utilizo para me tornar de fato aquilo que eu realmente sou”, diz ele. O tom dos textos varia do sombrio ao divino. Em ‘Pântano Selvagem’, por exemplo, a primeira estrofe termina com os versos ‘O sacerdote do bosque sagrado morreu com um tiro certeiro/O último poeta fugiu da cidade’. O poema ‘Amor Fati’, por outro lado, traz versos como ‘Tudo o que é concebido/Inspirado na beleza da natureza/Deve ser considerado/Divino’. POR QUE GRITO? – O título ‘Grito’ foi inspirado em um livro de Rubem Alves, ‘ostra feliz não faz pérola’, o que, segundo ele, significa que um artista que não sofre, não produz grandes obras. “Com a palavra ‘grito’, não quero expressar raiva ou revolta, mas sim tirar tudo aquilo que esta engasgado em mim há muito tempo e transformar em obra de arte”, explica. Para publicar ‘Grito’, Paulo Guerra contou com o apoio da presidente da Academia Jacarehyense de Letras, Salette Granato, que lhe indicou a Scortecci Editora. O próximo passo, agora, será a publicação de um livro de máximas, sentenças e aforismos, que já está sendo produzido. “Apesar de ser outro gênero, conservarei a linguagem lírica do meu primeiro livro”, diz. Na opinião do jovem autor, tanto em Jacareí quanto em todo o Brasil, a arte ainda é vista “como algo a ser tão somente contemplado, ao invés de ser intensamente vivenciado. Este me parece sem dúvida alguma o maior erro na formação intelectual da cultura brasileira, e precisamos de uma vez por todas reverter esse quadro”, finaliza.

    Resenhas (2)Ver mais
    Helena Dias picture
    Helena Dias01/12/2015Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Às vezes os melhores livros vem em menores quantidades.

    O livro "Grito" faz parte de um Book Tour, organizado pelo blog Um Simples Prazer, e é um compilado de poesias, divididas em quatro capítulos: Abismo, Loucura, Liberdade e O Casamento Entre o Espírito e a Carne. Com uma escrita diferente e um tanto peculiar, eu diria, Paulo Guerra mostra bastante influência da mitologia em seus escritos; são uma espécie de poesias herméticas carregadas de misticismo e com uma presença muito significativa de elementos da natureza. Com seus "Pensamentos Iniciais", o livro começa com uma busca íntima por Deus no vazio, trazendo certo impacto inesperado por se tratar das primeiras páginas. "O nada é Deus Há sempre uma resposta no vazio. O caos é um atalho para o jardim das rosas..." (Pensamentos Iniciais) Leia completa:

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