The Narrows is the 14th novel by American crime author Michael Connelly, and the tenth featuring the Los Angeles detective Hieronymus "Harry" Bosch. As Bosch crosses paths with FBI Agent Rachel Walling, the novel ties story elements left unresolved in The Poet and those from Blood Work and A Darkness More Than Night together into the Bosch mythos.
The Narrows -
Michael Connelly
quando o familiar impede a novidade
Há muito tempo Michael Connelly me mostrou duas coisas: que ele sabe escrever, mas não consegue pensar em coisas novas. O ritmo da maioria dos livros é o mesmo, tanto nos com o detetive Bosch quanto outros protagonistas (McCaleb e McEvoy); a construção narrativa é a mesma, o desfecho é -quase sempre- o mesmo. Em "The Narrows" (Correntezas da Maldade), isso não muda. A história tem forte ligação com outras do Connelly, "Blood Work" e "The Poet". Recomendo a leitura deles antes, porque The Narrows tem spoilers gigantescos. Quando a esposa de um amigo de Bosch o procura e fala sobre a morte suspeita desse amigo, Bosch pega seu banquinho e vai investigar. Enquanto isso, Rachel Walling, do FBI, investiga outro caso, envolvendo o Poeta (assassino do livro "The Poet). Enquanto isso, um homem observa Rachel. Em certo momento, as duas investigações e a trama do homem vão se encontrar e um grande potencial é perdido. Primeiro porque o antagonista não parece perigoso. (talvez seja eu que tô acostumado com vilões estilo Freddy Krueger que invade os sonhos das pessoas e arranca cabeças enquanto chama as pessoas de bitch). Ele matou algumas pessoas, ameaçou outras, mas e aí??? Não me deu uma sensação de perigo. Outra coisa sobre o assassino é: por que Michaelzinho terminou "The Poet" daquela forma se ele não vai fazer NENHUMA menção a Eidolon em "The Narrows"?? NENHUMA!!! Você está senil, Michalzinho, senil!!! Falta de consideração com o seu filho mais velho! E o potencial desperdiçado se repetiu com outras coisas. Entre elas, só uma breve menção a Jack McEvoy, o repórter fofoqueiro e gostoso que sabe muito sobre os crimes do Poeta e que poderia ajudar na investigação. Tudo o que tem é "Jack escreveu um livro sobre o caso, mas não sei onde ele está." Só isso. Preconceito com héteros brancos. Teve mais algumas coisinhas que me incomodaram, como a falta de DNA de uma pessoa que trabalhou na polícia por anos, algumas cenas desnecessárias (sim estou falando do piupiu do Bosch que resolve levantar num momento inapropriado; e também de alguns personagens que parecem que vão ser importantes, mas somem do nada, mas não reclamo porque sei que no próximo livro a gente descobre quem são). Em resumo: mais um livro do Connelly bem escrito, legal de ler, no molde que ele faz há vários livros, e com o mesmo tipo de assassino de sempre, uhul!!! (pelo menos nesse aqui a gente tem a confirmação desde o começo, e não depois de sete plot twist).
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