A volta de Célia traz à tona o racismo dos moradores da Rua G. A população da Rua G se divide em três grupos: uma única família que tem um salão anexo à garagem, as outras casas todas habitadas por mulheres e os homens que visitam as casas das mulheres de madrugada ou o salão durante as tardes. A geografia daquela rua é composta por calçadas onde as mulheres, quase todas jovens, conversam em seus momentos de folga, um terreno baldio onde vez ou outra aparece um bebê não querido e uma casa quase sempre inabitada. A única criança que mora ali, um menino, transita por todos esses espaços - calçada, salão e terreno baldio - acompanhado de seu coelho. Também passa a frequentar a casa de Célia quando ela volta do estrangeiro. Visita constante para ouvir música e ler revista de novela, o menino acaba por descobrir, entre as frestas, que Seu Gaspar, marido de Célia, esconde um segredo. Um episódio envolvendo Dylan, o cachorro que para Célia e Seu Gaspar é um filho, e Algodão, o coelho do menino, traz à tona o racismo e a intolerância que até então todos extravasavam apenas em rabiscos na parede da frente da casa dos vizinhos indesejados.