"Em toda a velha e larga discussão sobre o Acre, ninguém aludiu à primeira insurreição acreana, e todos, inclusive os congressistas que dela trataram, deram-na partindo da infeliz e vergonhosa aventura de Galvez (...).
Será também uma coisa natural, e desde já prevista, que este opúsculo caia no marasmo da indiferença pública. Não importa! Cumpro, escrevendo-o, um dever de consciência, não deixando em esquecimento eterno o primeiro grito, o primeiro protesto, a primeira repulsa contra a invasão indébita, extemporânea, criminosa, do estrangeiro sequioso nos sagrados domínios de nossa pátria.
E que, também, seja a primeira página desta narrativa desvairosa, mas verdadeira, a humilde lápide onde para sempre perdurem os nomes dos pobres companheiros extintos, que foram de entusiasmo e de fé, e que, entre milhares de patrícios, dormem nos barrancos do Purus e do Acre, o eterno sono da Morte (...)."
JOSÉ CARVALHO