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    A Invenção de Orfeu - Biografia épica, biografia total e não uma simples descrição de viagem ou de aventuras. Biografia com sondagens; relativo, absoluto e uno. Mesmo o maior canto é denominado - Biografia

    Jorge de Lima

    Círculo do Livro
    1979
    382 páginas
    12h 44m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.6
    106 avaliações
    Leram167Lendo32Querem766Relendo3Abandonos23Resenhas17
    Favoritos7Desejados766Avaliaram106

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    Samira Santos26/02/2022Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Poemas complicados

    Não sei dizer como, mas saí viva da Invenção de Orfeu. Esse livro me fez questionar seriamente a minha alfabetização, de verdade, seria cômico se não fosse... complicado. Sendo bem sincera, não consegui entender muita coisa. Lendo as partes introdutórias vi que minha impressão não é infundada. E o pouco que eu entendi, não consigo descrever, e isso é meio esquisito. É um livro de poemas que acaba tendo vários temas, abordados de diferentes aspectos. De certa forma, me prendeu, afinal se fosse tão ruim assim eu não teria lido até o fim. Não sei muito bem o que dizer, o que provavelmente fará com que essa resenha não seja muito útil, infelizmente. Invenção de Orfeu é daqueles livros que você tem que ler para ter sua própria opinião, não tem jeito. Mas adianto que não é uma leitura simples, não flui com facilidade.

    16 curtidas

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    Avaliações

    3.6 / 106
    • 5 estrelas36%
    • 4 estrelas19%
    • 3 estrelas25%
    • 2 estrelas13%
    • 1 estrelas8%
    Jorge de Lima profile picture

    Jorge de Lima

    Era filho de um comerciante rico e mudou-se para Maceió em 1902, com a mãe e os irmãos. Em 1909 foi morar em Salvador onde iniciou os estudos de medicina. Concluiu o curso no Rio de Janeiro em 1914, mas foi como poeta que projetou seu nome. Neste mesmo ano publicou o primeiro livro, XIV Alexandrinos. Voltou para Maceió em 1915 onde se dedicou à medicina, além da literatura e da política. Quando se mudou de Alagoas para o Rio, em 1930, montou um consultório na Cinelândia, transformado também em ateliê de pintura e ponto de encontro de intelectuais. Reunia-se lá gente como Murilo Mendes, Graciliano Ramos e José Lins do Rego. Nesse período publicou aproximadamente dez livros, sendo cinco de poesia. Também exerceu o cargo de deputado estadual, de 1918 a 1922. Com a Revolução de 1930 foi levado a radicar-se definitivamente no Rio de Janeiro. Em 1939 passou a dedicar-se também às artes plásticas, participando de algumas exposições. Em 1952, publicou seu livro mais importante, o épico Invenção de Orfeu. Em 1953, meses antes de morrer, gravou poemas para o Arquivo da Palavra Falada da Biblioteca do Congresso de Washington, nos Estados Unidos da América. [editar] Estilo e personalidade Entre 1937 e 1945 teve sua candidatura à Academia Brasileira de Letras recusada por seis vezes. Para Ivan Junqueira, a Academia cometeu uma imperdoável injustiça com o autor, cujo trabalho literário foi excepcionalmente bem recebido pela crítica e pelo público. O acadêmico não acredita que o poeta tenha transitado à margem da literatura de seu tempo e, afirma, quando se refere ao maior poema do autor - Invenção de Orfeu, "…até hoje, transcorridos mais de 50 anos de sua publicação, não há poeta brasileiro que dele não se lembre." Os textos de Jorge de Lima abrigam uma colossal possibilidade de leituras (a convivência entre a tradição e o novo, o vulgar e o sublime, o regional e o universal) refletem um artista em constante mutação, que experimentou estilos diversos como o parnasiano, o o regional o barroco, o religioso. Na sua multiplicidade, Jorge de Lima pertence a todas as épocas, mesmo se reportando a um tema ou uma situação específica, ao tocar em injustiças sociais que mudaram pouco desde o início da civilização e quando escreve sobre as grandes dúvidas de todos nós, "…da miséria humana, da tentativa de superação de nossas amarras e de nossas limitações.", explica o poeta e jornalista Claufe Rodrigues, leitor voraz de Jorge de Lima.

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    34 Seguidores
    Alagoas, Brasil

    Jorge de Lima