Segundo conto que antecede a série DMD.
Sendo mais curto que o primeiro, The Witch Must Burn narra a história de Jeilla, empregada de Dorothy no Palácio de Esmeralda. Continuo a me impressionar com a capacidade da autora de conseguir fazer até os menores personagens serem incrivelmente interessantes. A personagem principal dessa edição me foi extremamente cativante levando-se em consideração o pouco tempo em que ela passou pela série original (o que me faz até um pouco triste de não ter tido a oportunidade de vê-la tendo um melhor desenvolvimento e importância no enredo principal). Jeilla é o tipo de personagem que eu gostaria de ter visto como protagonista em Dorothy Must Die, ela tinha todas as motivações necessárias desde o início para querer derrubar Dorothy e se unir à Ordem das Wicked, diferentemente de Amy, que apenas acabou parando dentro da trama por acidente e fazendo o que ela fez justamente por não ter outra escolha.
Também eu adoro o fato de Paige conseguir fazer da sua obra um prato cheio de revelações e surpresas. Mesmo esse sendo um volume que antecede os acontecimentos da série, e eu já ter terminado toda a história, me peguei extremamente engajado no conto e pego desprevenido pelas inúmeras reviravoltas que ele explora nas poucas páginas. Mesmo The Witch Must Burn sendo um fascículo opcional, ele não deixa de ter tanta influência quanto os outros romances, os contos conseguem ser repletos de suspense e mistério, adquirindo maestria em prender o leitor com a mesma intensidade de que qualquer outro livro oficial da série teria.
Minha única reclamação é justamente o fato da escritora fazer de Jeilla uma personagem tão importante nesse conto e simplesmente não explorar mais isso na história. Sem dar spoiler, mas esse volume nos revela que Jeilla tem um segredo, e que ela é mais do que aparenta. Entretanto, essa informação que nos é dada sobre ela não parece ganhar devida importância em nenhum outro momento da saga, e a revelação nos é deixada em aberto, sem nenhuma resposta definitiva ou conclusão satisfatória, acabando por ser só mais um dos fios soltos na tapeçaria de costura complexa que é a trama de Dorothy Must Die.