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    Nostalgia (Engrenagens #1) - Você aceitaria a perfeição?

    Nana Lees

    Arwen
    2016
    408 páginas
    13h 36m
    ISBN-10: B00LTEDE22
    Português Brasileiro
    3.7
    53 avaliações
    Leram63Lendo3Querem484Relendo1Abandonos9Resenhas12
    Favoritos13Desejados484Avaliaram53

    O que você faria se acordasse em um trem em movimento, completamente sem memória e sem documentos? Esse é o dilema vivido pela personagem principal de Nostalgia. “Seguindo suas pernas”, acaba conhecendo Frank, um rapaz que tentará protegê-la a todo custo das terríveis verdades da vida que ela aparentemente é incapaz de compreender. Com ele, a garota descobre o mundo em suas alegrias e tristezas, mas sua teimosia infantil pode causar mais problemas para eles dois do que os jamais imaginados. Por meio desta história, a autora mostra, através de metáforas, o que a falta de alicerce na infância pode fazer. Venha se aventurar no primeiro livro desta série de ficção voltada para o clockpunk.

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    Beatriz Paludetto picture
    Beatriz Paludetto10/08/2017Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Trechos, frases e essas coisas

    "Aqui nós procuramos evitar esses tipos de sentimentos. Preferimos misturar tudo que há de bom para que as coisas ruins não sejam tão desagradáveis." "Pessoas certas se tornam erradas o tempo todo, em qualquer lugar." "Nós damos muitas voltas pelo mundo, mas a gente sempre volta para o início." " É fácil dizer esse tipo de coisa quando o dilema não é seu, acreditar que as escolhas dos outros não te afetarão em nada." "As ações protetoras de Frank assemelhavam-se à falta de credibilidade em relação a mim. Fazia com que todos parecessem mais receptivos aos meus erros." "Nomes são como rótulos. Sempre trazem consigo algo mais do que uma maneira de se referir a alguém. Nomear lhe dá a incumbência de guiar, criar uma bula de indicações e contraindicações para esse ser ou objeto. Ele não será mais livre para apenas ser. Existirá como aquilo que seu nome lhe impõe desde o dia em que o recebera." "Pare de reclamar. Foi tudo divertido, não? Por que você não fica feliz por viver? Tem vezes que você parece entender isso e tem outras que se esquece... Era verdade. Eu tinha uns distúrbios" "Interessante como a vida parece renascer depois de uma tempestade." "Nem mesmo eu entendia o percurso que minha mente tomava." "Somente ele compreendia que a junção de tantas coisas boas era o prenúncio da queda, render-se daquela forma. Igual à morte, situação na qual você se apega tanto ao físico, rememora tudo que lhe é mais importante e, quando se satisfaz, tudo escurece." "Queria ver o quão ínfimo seria se cada um tivesse uma árvore. Se, ao invés de plantarem prédios por dinheiro, plantassem árvores para viver." "Reconheci que estava quebrada por dentro, nutrindo um medo terrível de estar perdida para sempre, preocupada com o que encontraria ao regressar. Sozinha." "A casa era como uma pessoa, reflexo de seu morador. Eu era aquela moradia desconhecida, mas familiar. Deixada para trás daquela maneira revirada e assustadora. Às vezes nos deparamos com tal bagunça que não conseguimos nos ajustar para começar a arrumar. Não temos um ponto de partida. Começamos em algum lugar, mas acabamos parando por ver outra coisa que nos chama mais atenção. Nesse ciclo, deixamos diversas partes esquecidas, mas, ainda assim, desorganizadas. Varremos tudo para debaixo de um tapete, esperando alguém que vá arrumar em nosso lugar, ou o surgimento de um ímpeto de fazê-lo sozinho. Eu era aquela casa." "Eu era um marujo em primeira viagem, sem jogo de cintura... Morreria afogada na primeira onda. É horrível notar o quão dependente se é. O quão pouco se sabe." " Tive a oportunidade de cair bastante. Contudo, não foi a minha experiência em quedas que me deu coragem para me reerguer. Foi o fato de saber que não fui a única a me desequilibrar." "Não sabe quem é... Então não entende o que faz, não se importa com as consequências de seus atos. Sabe o porquê de seu amante ser tão fundamental para você? Ele é seu atalho, sua facilidade. Alguém para quem pedir socorro, desaparecendo de sua mente quando você não precisa mais. Você precisa se descobrir, para então se controlar." "Ele torna o mundo mais fácil para você. A palavra certa para isso é oportunismo. Você diz que gosta, mas a importância que você dá a ele é equivalente ao seu egoísmo, seu medo de perdê-lo, de ter de se virar sozinha. Aquele cara não pode ser tão cego para não perceber isso" "Em um lugar onde todos eram números, ela se transformara em uma incógnita. Mistério que deveria ser solucionado, pela opressão de se tornar algo comum, ou pela pressão de fazê-lo sumir." "Pense: em um mundo onde as tentações te afastam do progresso, o vencedor não é aquele que foge da tentação, mas aquele que a ultrapassa sem sofrer dano algum." "Quando você vive em uma bolha, acaba não percebendo o quanto o mundo fora dela pode ser diferente."

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    Nana Lees

    Nana é viciada em histórias desde pequena, não importando se estão em filmes, games, mangás, ou livros. Acostumada a mudar o roteiro alheio aqui e ali, resolveu criar seu próprio mundo e nele expressar suas ideias, sempre com um lado cômico e filosófico.

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    Nana Lees