Viver no Limite -

    Rogério Haesbaert

    Bertrand Brasil
    2014
    320 páginas
    10h 40m
    ISBN-13: 9788528615777
    Português Brasileiro

    O mundo atual está marcado por discursos de insegurança, políticas e até mesmo guerras preventivas, onde o presente é vivido, muitas vezes, como se as pessoas estivessem permanentemente no limite, nas fronteiras. O novo livro de Rogério Haesbaert, Viver no limite, analisa essa nova realidade e como os controles territoriais se tornam mais complexos e fundamentais. O autor dividiu a obra em duas partes: a primeira, com caráter mais conceitual, introduz o debate sobre o território e a multiterritorialidade brasileiros, também discutidos na perspectiva da Geografia anglo-saxônica. O autor coloca em questão a lógica zonal ou de áreas no tratamento do espaço e o novo papel do Estado. No segundo bloco, são analisados os processos de desterritorialização a partir da perspectiva da segurança e da biopolítica que marcam a sociedade contemporânea. É desse contexto que emergem dinâmicas de que, para além da simples precarização e reclusão territorial, envolvem o que se denomina contenção e exclusão territorial bastante evidentes no caso de uma megalópole como o Rio de Janeiro.

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    Rafael Freitas30/01/2023Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    A arte de viver no limite

    O livro é dividido em 10 capítulos, sendo os 5 primeiros voltados para uma leitura mais conceitual sobre território, multiterritorialidade, lógica territorial zonal, des-territorialização, etc. Todos esses conceitos, muito bem explicitados pelo autor, linkando à ideia biopolítica Foucaultiana. Num segundo momento, do capítulo 6 em diante, Haesbaert parte para discussões mais empíricas em torno da in-segurança, do des-controle, da reclusão, muros, i-mobilidade e limite. Todas essas abordagens partem do conceito de território, dando prosseguimento à ideia já difundida do autor em trabalhos anteriores da multi/transterritorialidade. Em tempos de in-segurança e contenção, Haesbaert discute os contornamentos que sociedades consideradas subalternas vivenciam, superando a precarizaçãp e os muros desse século. É a partir desse contornamento que o autor promove reflexões para uma vivência mais plural, onde a multiplicidade territorial é vista como um caminho possível para o “progresso”, pensando numa sociedade menos desigual.

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