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    Nu, de botas -

    Antonio Prata

    Companhia das Letras
    2013
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-13: 9788535923513
    Português Brasileiro
    4.4
    108 avaliações
    Leram173Lendo3Querem78Relendo0Abandonos0Resenhas8
    Favoritos22Desejados78Avaliaram108

    Em Nu, de botas , Antonio Prata revisita as passagens mais marcantes de sua infância. As memórias são iluminações sobre os primeiros anos de vida do autor, narradas com a precisão e o humor a que seus milhares de leitores já se habituaram na Folha de S.Paulo , jornal em que Prata escreve semanalmente desde 2010. As primeiras lembranças no quintal de casa, os amigos da vila, as férias na praia, o divórcio dos pais, o cometa Halley, Bozo e os desenhos animados da tevê, a primeira paixão, o sexo descoberto nas revistas pornográficas - toda a educação sentimental de um paulistano de classe média nascido nos anos 1970 aparece em Nu, de botas . O que chama a atenção, contudo, é a peculiaridade do olhar. Os textos não são memórias do adulto que olha para trás e revê sua trajetória com nostalgia ou distanciamento. Ao contrário, o autor retrocede ao ponto de vista da criança, que se espanta com o mundo e a ele confere um sentido muito particular - cômico, misterioso, lírico, encantado.

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    ERITON ROZENDO picture
    ERITON ROZENDO25/04/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A perspectiva infantil da década de 80 - excelente e divertida leitura

    Após indicações de amigos, conheci esta obra de Antonio Prata, escritor nascido em 1977 e, portanto, da minha geração. Talvez por esse fato, tenha me identificado bastante com as crônicas autobiográficas da infância do autor. * O interessante deste divertido e bem-humorado livro é que os acontecimentos cotidianos são descritos sob a perspectiva da criança e não do adulto Antonio Prata. * Assim, relembrei das brincadeiras de rua com bicicletas BMX, dos tacos dos pisos que se soltavam em casa, bem como das imaginações geradas com formigas, tatus bolas e joaninhas. * Lembranças de andar no carro Brasília, sem cintos de segurança e sem preocupações com a inflação, que assolava o País na década de 80. O autor foi muito feliz em escrever sobre esse período, sob a perspectiva infantil, mostrando que a vida pode ser leve e divertida a depender das lentes de quem a vê. Por meio das crônicas, relembramos a febre do vídeo cassete e das locadoras que surgiram no Brasil nesse período, com certa nostalgia (atualmente, passamos rapidamente do DVD, Blu-Ray ao “streaming”). * Lembrei-me também da decepção da visão do cometa Halley, que, em 1986, pôde ser “visto” a olho nu por todos nós no planeta Terra. Nessa passagem, vale a reflexão sobre a diferença entre a expectativa e a realidade. A expectativa da criança era a dos cometas vistos nos desenhos animados e, por isso, foi desanimador... * É interessante observar a perspectiva infantil do primeiro amor, da descoberta do sexo e também das cenas de violência urbana. Relembramos, assim, dos nossos medos, dos pequenos conflitos e de sensações, que, aos poucos, vamos esquecendo na vida adulta. * Recomendo, pois a leitura é muito agradável, divertida, bem-humorada e de excelente qualidade!

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.4 / 108
    • 5 estrelas49%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas14%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas0%
    Antonio Prata profile picture

    Antonio Prata

    Filho de escritor, escritorzinho é. Nem sempre. Antonio Prata, filho do conhecido escritor Mario Prata, tem tanta competência literária quanto o pai. Não deve ser difícil encontrar quem ache mais legal o texto do Antonio quando comparado ao texto do Mario. Principalmente as leitoras que, durante alguns anos, puderam acompanhar as crônicas de Antonio Prata estampadas nas edições da revista Capricho. Hoje, Antonio Prata é cronista do Estadão e mantém um blog no site do jornal. (por Wilame Prado)

    19 Livros
    132 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Antonio Prata