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    Da Interpretação -

    Aristóteles

    Editora Unesp
    2013
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-13: 9788539304059
    Português Brasileiro
    4.1
    23 avaliações
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    O livro Da Interpretação, de Aristóteles, é um daqueles pequenos textos que conheceram a glória ainda na Antiguidade, seja pelo tema, seja pelo tratamento genial conferido ao seu conteúdo, seja pela concisão, que facilitaria o trabalho de reprodução dos copistas. Trata-se de um texto seminal para os estudos de lógica, especificamente sobre a estruturação lógica da linguagem, e um dos mais conspícuos pontos do diálogo de Aristóteles com o pensamento contemporâneo.

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    Bruno Sunkey 04/10/2017Resenhou um livro
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    RESUMO - AINDA SERÁ REVISADO E ATUALIZADO

    Os sons emitidos pela fala são símbolos das paixões da alma. Os caracteres escritos são os símbolos dos sons emitidos pela fala. Como a escrita, a fala não é a mesma em toda parte, já as paixões da alma são as mesmas em toda parte, assim como os objetos que representam. Existem pensamentos desacompanhados de verdade ou falsidade, como um conceito não dividido, nem combinado e há pensamentos que encerram verdade ou falsidade, que é quando se predica dele o ser ou o não-ser. Um verbo ou um nome em si mesmo é semelhante um conceito não combinado. O nome é um som que possui significado por convenção. Isto é, nenhum som é naturalmente um nome, converte-se em um tornando-se um símbolo. As partes dos nomes simples são completamente desprovidos de significado e no caso das partes dos nomes compostos, elas possuem um certo significado, embora não separado do todo. O verbo é o que, além de transmitir um significado particular, possui uma referência temporal. O verbo é uma indicação de alguma coisa predicada de um sujeito ou neste encontrada presente. O verbo indica o presente, enquanto os tempos verbais indicam todos os tempos, exceto o presente. Os verbos por si mesmos significam alguma coisa, mas não chegam a expressar juízos positivos ou negativos. NEGAÇÃO, AFIRMAÇÃO, SENTENÇA E PROPOSIÇÃO A sentença é a fala dotada de significação. As sentenças que encerram verdade ou falsidade, em si mesma são chamadas de proposição. Todas as proposições exigem a presença de um verbo ou de uma flexão verbal. Quanto às proposições simples, o primeiro tipo é a afirmação simples, e o segundo tipo é a negação simples. Uma proposição simples é, portanto, um enunciado falado com significado que afirma ou nega a presença de alguma coisa num sujeito no tempo presente, passado ou futuro. Chamamos de afirmação uma proposição que afirma algo de alguma coisa e de negação a proposição que nega algo de alguma coisa. Chamamos de contradição um par formado por uma proposição afirmativa e uma negativa (que enunciem os mesmos predicados e sujeitos) em oposição. As coisas universais podem ser predicadas de muitos sujeitos, enquanto as coisas particulares são aquelas que não são predicadas de muitos sujeitos. Considerando duas proposições (uma afirmativa e outra negativa) sendo universais em sua forma e tendo um universal por sujeito, temos duas proposições contrárias. Chamamos de opostos contraditórios a uma afirmação e negação quando aquilo que indica universalmente, a outra não indica universalmente. Contrários não podem ser ambos ao mesmo tempo verdadeiros, mas contraditórios, às vezes, podem ser ambos verdadeiros. Uma proposição singular ou una é aquela que afirma ou nega uma única coisa de alguma coisa. Todas as afirmações e todas as negações têm que ser ou verdadeiras ou falsas. Sendo assim, nada acontece por acaso. Todos os acontecimentos têm que se produzir por necessidade. Os eventos futuros se produzem necessariamente. Os acontecimentos podem ocorrer ou podem não ocorrer. Isso vale para todos os eventos que são potenciais. Fica claro que nem tudo é ou se produz por necessidade. Todas as coisas têm que ser ou não ser, têm que vir a ser ou não vir a ser. Não se pode, no entanto, determinar qual alternativa tem que se produzir (vir a ser) neste ou naquele tempo futuro. Afirmações e negações consistem de um nome e de um verbo. No caso da presença de dois outros termos, e o termo é ser usado como terceiro, haverá dois distintos tipos de afirmações e negações. Pode-se transpor o sujeito e o predicado sem acarretar qualquer alteração no significado das afirmações e negações de uma sentença. Afirmar ou negar um só predicado de muitos sujeitos ou muitos predicados de um só sujeito não constitui uma proposição afirmativa ou negativa, a menos que se o denotado pelo múltiplo no seu conjunto constitua uma alguma coisa. A questão dialética deve ser estruturada de moda a possibilitar ao respondente enunciar entre duas repostas contraditórias. Nas predicações que não possuem nenhuma contradição inerente, se os nomes forem substituídos por definições e os predicados não forem acidentais, o particular poderá também ser o sujeito das proposições simples. As expressões compostas contendo é e não é são mutuamente contraditórias. Proposições contraditórias nunca podem ser verdadeiras relativamente a um único sujeito. A negação de "possível de ser" é "não possível de ser", de igual modo o contraditório da proposição "É contingente que seja" é "Não é contingente que seja", o mesmo vale paras proposições similares, como "É necessário" e "É impossível". Juízos contrários são aqueles que detêm dois sentidos contrários. Classificamos como juízos contrários aos juízos verdadeiros os juízos nos quais há erro, e estes têm a ver com a geração. A geração significa a transição de um de dois extremos para o outro, sendo o erro esta transição. O juízo mais verdadeiro é aquele feito acerca da essência da coisa, de modo similar o juízo mais falso é aquele sobre sua essência. A contrariedade de um juízo se acha sempre na negação ou não se acha em lugar nenhum. No caso das coisas que não possuem contrários, o juízo falso é aquele que nega o que o verdadeiro afirma. Já os juízos verdadeiros jamais podem ser contrários. Juízos verdadeiros e proposições verdadeiras jamais podem ser contrários entre si. Duas proposições contrárias têm que predicar qualidades contrárias, as quais jamais podem ser simultaneamente inerentes a um sujeito idêntico.

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    Aristóteles, Ἀριστοτέλης, Aristotle

    Aristóteles (em grego antigo: Ἀριστοτέλης, transl. Aristotélēs; Estagira, 384 a.C. — Atenas, 322 a.C.) foi um filósofo grego, aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande. Seus escritos abrangem diversos assuntos, como a física, a metafísica, as leis da poesia e do drama, a música, a lógica, a retórica, o governo, a ética, a biologia e a zoologia. Juntamente com Platão e Sócrates (professor de Platão), Aristóteles é visto como um dos fundadores da filosofia ocidental. Em 343 a.C. torna-se tutor de Alexandre da Macedónia, na época com 13 anos de idade, que será o mais célebre conquistador do mundo antigo. Em 335 a.C. Alexandre assume o trono e Aristóteles volta para Atenas, onde funda o Liceu.

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    Aristóteles, Ἀριστοτέλης, Aristotle