Para Wolf Wondratschek - um dos mais conhecidos poetas alemães da nova geração - a cigana Carmen criada por Prosper Merimée não vive mais na Espanha de 1840. Ela cabe melhor numa época em que as relações a dois funcionam melhor a três, e em que o último tabu virou enfeite de vitrine: os anos 80. E neste livro, que pode ser considerado tanto uma novela poética quanto um longo poema, Wondratschek funde referências literárias com recordações e fantasias para, através da sua Carmen, fazer uma incursão pelos labirintos do "eterno-feminino" e da paixão. "Quase um clássico da poesia alemã contemporânea." Frankfurter Allgemeine Zeitung