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    Colares de Xangô e Sapatos Bicolores - Ciclo de Albany

    William Kennedy

    Biblioteca Azul
    2014
    424 páginas
    14h 8m
    ISBN-13: 9788525057983
    Português Brasileiro
    2.9
    9 avaliações
    Leram16Lendo5Querem47Relendo0Abandonos3Resenhas2
    Favoritos1Desejados47Avaliaram9

    Vários matizes estão presentes trama de Colares de Xangô e sapatos bicolores: o amor, a revolução, a luta da população negra pelos seus direitos civis, a memória, o heroísmo e a literatura. Dividido em três épocas, o romance é repleto de referências ao jazz, mas a música não é mero pano de fundo para a trama, ela se incorpora aos personagens e suas histórias. Colares de Xangô e sapatos bicolores é o mais novo livro de Willian Kennedy e o primeiro título do autor publicado pela Biblioteca Azul. O escritor recebeu o prêmio Pulitzer em 1984, foi convidado da Festa Literária internacional de Paraty em 2010, e é considerado um dos principais nomes da literatura americana do século XX. Como outros títulos da obra de Kennedy, o romance se passa em Albany, Nova York. A primeira parte, que serve como um prólogo para o livro, apresenta o menino Dany Quinn, que desperta ao som de Shine, música que ecoa por sua casa e vai ressoar por grande parte da sua vida. O leitor reencontrará o personagem crescido na segunda parte do livro, na conturbada Havana de 1957, cenário habitado por figuras históricas como Fidel Castro e Ernest Hemingway. Daniel Quinn tornou-se um jornalista que deseja ser escritor, e se vê em meio à revolução cubana. A terceira parte leva o leitor de volta a Albany. O ano é 1968 e a cidade está povoada por uma improvável galeria de personagens um alcoólatra sem-teto, um padre, um pai senil e uma lenda do jazz todos às voltas com os distúrbios causados pela luta por direitos civis da cidade. Nada é gratuito na escrita de Kennedy. As questões políticas abordadas no romance vão além da atmosfera e fazem parte da construção dos personagens, que agem ora heroicamente, ora por interesse, movidos por conflitos ou em busca de redenção. Sem uma estrutura esquemática e sem formulas prontas, Kennedy demonstra uma profunda compreensão das características humanas e dos pequenos acontecimentos que compõem a história. O escritor demonstra sua maturidade na construção das cenas e diálogos. Colares de Xangô e sapatos bicolores está entre os melhores e mais potentes romances de um mestre do gênero.

    Resenhas (2)Ver mais
    Adrielly Gritti picture
    Adrielly Gritti11/05/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    No início ele é meio chatinho mas depois vai evoluindo e fica uma leitura muito fluida e gostosa. renata é a minha personagem favorita ❤️ e falar sobre oxum e xangô e como eles são vistos em cuba, me ganhou mais ainda.

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    2.9 / 9
    • 5 estrelas22%
    • 4 estrelas0%
    • 3 estrelas33%
    • 2 estrelas33%
    • 1 estrelas11%
    William Joseph Kennedy profile picture

    William Joseph Kennedy

    Além de mais de dez romances, o norte-americano William Kennedy escreveu peças de teatro, livros infantis e foi roteirista de filmes como Cotton Club, de Francis Ford Coppola. Em 1984, ganhou o prêmio Pulitzer de literatura por Ironweed, que Hector Babenco levou ao cinema. É integrante da American Academy of Arts and Letters. Para o escritor norte-americano T.C. Boyle, “Kennedy tem o poder de observar detidamente o passado, enchê-lo de vida e torná-lo incontornável”. Para Jonathan Franzen, trata-se de “um escritor americano insubstituível”. <br><br> Formalmente, Kennedy sintetiza algumas tendências mais interessantes da ficção dos Estados Unidos no século XX. A associação mais imediata deve ser feita com os escritores da chamada Geração Perdida, composta de americanos radicados em Paris na década de 20, como Scott Fitzgerald, Sinclair Lewis e, sobretudo, Ernest Hemingway. Assim como Kennedy, o autor de O sol também se levanta era um gênio na arte de criar heróis que tentam evitar a derrota até o fim, e igualmente magistral na criação de diálogos ágeis e certeiros que ajudam a exprimir o sentimento de desolação dessas figuras. <br> <br> É possível traçar relações também com a leva seguinte de autores, os filhos da Depressão, como John Steinbeck (com a diferença de que Kennedy nunca trata seus personagens com condescendência) e Thomas Wolfe, e com os lampejos católicos de Flannery O’Connor. Há ainda pontos em comum com os contistas que radiografaram a classe média a partir dos anos 50 – John Cheever, Richard Yates e Raymond Carver.

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    New York, EUA

    William Joseph Kennedy