Providência Divina - Considerai como crescem os lírios do campo

    Padre Jonas Abib

    Canção Nova
    2010
    136 páginas
    4h 32m
    ISBN-13: 9788576771944
    Português Brasileiro

    "Olhai como crescem os lírios do campo. Não trabalham, nem fiam. No entanto, eu vos digo, nem Salomão, em toda sua glória, jamais se vestiu como um só dentre eles" (Mt 6, 28-29). Providência Divina- Considerai como crescem os lírios, mais um livro do Monsenhor Jonas Abib, desperta-nos para o plano de Deus para toda a humanidade e para cada indivíduo em particular. É um confronto entre o sistema do mundo e a resposta de Deus às necessidades do homem. Uma aplicação prática do que é "buscar em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça e tudo o mais receber em acréscimo".

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    Dani Kanno16/02/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Viver da Providência é um chamado a todos nós

    Oi pessoal, tudo bem? A paz! Antes de começar a resenha, gostaria de explicar rapidamente o que é a Providência Divina, que dá título ao livro. Essa expressão podemos encontrar no capítulo 6, do livro de Mateus. Muitos de nós já ouvimos falar sobre ela, mas não sabemos de fato o que é, e como podemos aplicar em nossa vida. Segundo o Catecismo da Igreja Católica (CIC), a Divina Providência é como Deus conduz a sua criação: “Deus guarda e governa, pela Sua providência, tudo quanto criou, atingindo com força, de um extremo ao outro, e dispondo tudo suavemente” (Sb 8,1), porque “tudo está nu e patente a seus olhos” (Hb 4,13), mesmo aquilo que “depende da futura ação livre das criaturas” (CIC 302).” (Fonte). Isto é, Deus cuida de toda a sua criação, tendo o cuidado de prover todas as coisas, em todas as nossas necessidades. Porém Ele jamais tira nossa liberdade, nosso livre arbítrio. Em Mateus, há uma confirmação para o que chamamos de Providência Divina: “Não vos inquieteis, dizendo: ‘Que havemos de comer?’ ‘Que havemos de beber?’ […] Bem sabe o vosso Pai celeste que precisais de tudo isso. Procurai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça e tudo o mais vos será dado por acréscimo” (Mt 6,31-33). Considerai como crescem os lírios!: A Providência Divina (Loyola / Canção Nova, 1999), do Padre (hoje Monsenhor) Jonas Abib, fala-nos exatamente sobre entregarmos tudo nas mãos de Deus. E tudo, quer dizer tudo, como o próprio Monsenhor insiste em nos lembrar. Em seu livro, Pe. Jonas alerta sobre nossa ligação com o sistema do mundo, sobre seguirmos os conselhos de egoísmo, corrupção, a busca desenfreada ao dinheiro, e deixarmos de lado o sistema de Deus, da piedade, da caridade e da confiança. E aconselha o seguinte: “Atenção: se a intenção for ir largando devagarinho (os vícios), a possibilidade de isso acontecer (entregar-se a Deus) é muito pequena. Ou nos decidimos a largar o vício e pular nos braços de Jesus, ou não largamos nunca o sistema deste mundo: os quatro pecados aos quais estamos servindo” (p. 37) (Grifo e observações nossas) Esses quatro pecados, são o que ele chama de Quatro pês: Possuir, Poder, Prazer e Parecer. O Possuir, o ter, nos leva a uma sede de Poder. Quando temos o poder sobre alguma coisa, nossa carne, nosso lado humano, acaba buscando ainda mais pelo Prazer. O prazer em mostrar às pessoas que temos o poder, que temos coisas mais bonitas, que temos autoridade (ainda que essa “autoridade”, muitas vezes, seja ilusória) sobre algo. E ainda que todo o nosso possuir, e o poder caiam por terra, continuamos ostentando por puro prazer. Aí se dá o Parecer. É como se uma pessoa rica, de repente ficasse pobre, e continuasse a mostrar ao mundo algo que ele não é, por pura vaidade. Nós, como seres humanos, temos nossos anseios, desejos, vaidades, e fomos ensinados a ser assim desde que nascemos. Nossa sociedade é capitalista, consome inúmeros itens de que não são essenciais para a sobrevivência. Diante de tal realidade, sabemos que é muito difícil viver da Providência Divina sem ter medo do amanhã. Isso é real, e é sincero de nossa parte assumirmos esse temor. Na Bíblia, novamente em Mateus, somos acolhidos com a seguinte passagem: E eis que, aproximando-se dele um jovem, disse-lhe: Bom Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna? E ele disse-lhe: Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos. Disse-lhe ele: Quais? E Jesus disse: Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho; Honra teu pai e tua mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo. Disse-lhe o jovem: Tudo isso tenho guardado desde a minha mocidade; que me falta ainda? Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me. E o jovem, ouvindo esta palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades. Disse então Jesus aos seus discípulos: Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no reino dos céus. E, outra vez vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus. Os seus discípulos, ouvindo isto, admiraram-se muito, dizendo: Quem poderá pois salvar-se? E Jesus, olhando para eles, disse-lhes: Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível. (Mateus 19:16-26) O jovem que foi até Jesus tinha vontade de segui-lo, mas sabia de suas “deficiências”, de seus anseios. Por mais que ele tenha tomado a decisão de não seguir Jesus, ele foi coerente. Ele percebeu que naquele momento, não largaria sua vida de riquezas terrenas, ele não ficou “em cima do muro”. Ele viu que não se sentia chamado a viver somente da Divina Providência. Como diz o Pe. Jonas em seu livro “Perdeu a maior chance de sua vida, mas foi coerente” (p. 37). Em nosso dia-a-dia, nos pequenos detalhes, em palavras simples, em gestos simples, devemos tomar essa decisão! Seguir a Jesus através da Divina Providência é trabalhar. É ser caridoso em pequenos gestos, é lavar aquela louça que antes tínhamos preguiça, é servir aos pais, aos irmãos, aos colegas de trabalho, com alegria. É estar na presença de Deus constantemente. É viver do que achamos “pouco”, aos nossos olhos humanos, mas que é muito do que Deus nos dá. Para ficar mais “fácil”, padre Jonas nos dá três dicas preciosas. “A Providência Divina vem em nosso favor quando: 1º – Colocamos nossa verdade diante de Deus e não mentimos para Ele nem para nós mesmos. 2º – Conscientizamo-nos daquilo que nos é supérfluo. 3º – Colocamos o supérfluo à disposição de Deus para que Ele possa fazer o milagre.” (p. 63) Não seria nem preciso dizer / repetir isso, mas vamos lá: precisamos ser verdadeiros com Deus e conosco. Não dá para mentirmos para Deus. Ele sabe de nossas fraquezas e angústias antes mesmo de nós sabermos. E não existe sentido em mentirmos para nós mesmos. Somos o que somos, e temos de aceitar a nossa verdade. Quando nós nos decidimos (podem ver que mais uma vez eu uso a expressão decidir nessa postagem. Mas é impossível não usar. Tudo depende de nossa decisão!) a viver somente com o que nos é essencial, deixando o supérfluo de lado, abraçamos a Palavra “O pão nosso de cada dia”, a nossa porção necessária de cada dia. Viver da Providência é isso! Vivermos com o necessário de cada dia, depender totalmente de Deus, não termos “sobras”, mas dar valor ao que temos no hoje. E claro, ajudar nossos irmãos em suas necessidades (através dos gestos, como disse acima, ou do material que possa faltar a eles), afinal todos estamos juntos no mesmo barco. “Boas intenções não nos levam a lugar nenhum se não somos capazes de tomarmos uma decisão” (p. 90) Que hoje nós possamos tomar uma decisão. Entregar tudo a Deus, e deixar a Divina Providência agir é luta diária. É aceitar Sua vontade agir, mesmo que não seja nossa expectativa. Que vivamos essa experiência de fé. Reze o terço da Divina Providência: Inicie o terço rezando o Credo Nas contas grandes reza-se: Mãe da Divina Providência, providenciai! Nas contas pequenas reza-se: Deus provê, Deus proverá, Sua misericórdia não faltará! Oração final: Vinde Maria, chegou o momento. Valei-nos agora e em todo o tormento. Mãe da Providência, prestai-nos auxílio no sofrimento da terra e no exílio. Mostrai que sois Mãe de Amor e de Bondade, agora que é grande a necessidade. Amém.

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