Narciso e Goldmund, -

    Hermann Hesse

    Brasiliense
    1969
    247 páginas
    8h 14m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    A História se origina em um convento situado em algum lugar da Europa Central. Narciso é um noviço de inteligência brilhante, racional e contido. Goldmun é um jovem aluno de intensa beleza física e profundas inquietações existenciais. Estes dois opostos são atraídos quase magneticamente e passam a representar os arquétipos de Apolo e Dionísio, de Vishnu e Shiva no contexto do romance.

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    Bookster Pedro Pacifico16/12/2024Resenhou um livro
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    Narciso e Goldmund, de Hermann Hesse | Resenha

    O vencedor do Nobel de 1946 tem uma extensa produção literária e, em seus romances, abordar questões filosóficas e existenciais. “Sidarta”, “O lobo da estepe” e “Demian” são alguns dos que li e que me despertaram o interesse no autor. Com “Narciso e Goldmund”, que estava esgotada há anos no Brasil, o autor repete a sua forma de escrever e cria uma narrativa sobre dois amigos, repleta de boas reflexões. É um romance sobre opostos. De um lado, o jovem e belo Goldmund, que chega a um convento na Alemanha medieval a pedido do pai, com o objetivo de se tornar um homem da religião. De outro lado, Narciso é um monge, vive no convento e leva uma vida dedicada à fé e aos estudos. Com o tempo, surge uma relação de mestre e pupilo entre os dois, regada de um sentimento de admiração recíproco. As diferenças entre os dois amigos não é um impeditivo para essa forte união. Incomodado pelos conflitos internos que o afligem, Goldmund resolve deixar o convento e seguir um caminho de busca pela felicidade e pela memória de sua mãe. É uma vida de andarilho, sem planos traçados e sem um destino certo. E o interessante é perceber como o prazer sentido pelo personagem acaba se desprendendo de objetos ou de sentimentos que, para muitos de nós, estão atrelados à felicidade. Ainda que o tema seja atualmente clichê, já em 1930 Hesse se debruçava sobre a importância de fruir o momento e de não se conformar com os valores estabelecidos. Mas será que Goldmund consegue se manter fiel a esse desprendimento? O início do livro é lento, como se o autor quisesse nos mostrar o ritmo daquele convento, em que a dedicação pela fé e o estudo são a regra principal. A leitura ganha força com a saída de Goldmund e com as dificuldades e paixões que o andarilho encontra. Não foi o livro que mais gostei do autor e, na verdade, depois de já ter lido algumas de suas obras, comecei a sentir que os temas se repetem, como se seguisse uma fórmula. De todo modo, terminei envolvido com os personagens e satisfeito com a leitura. Se você vencer o começo mais parado, provavelmente vai gostar! https://www.instagram.com/p/DDNjVkWRewY/

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