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    Justiça Social - e a interpretação bíblica

    Russell Shedd

    Vida Nova
    2013
    76 páginas
    2h 32m
    ISBN-13: 9788527500210
    Português Brasileiro
    4.3
    18 avaliações
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    Resenhas (3)Ver mais
    Gabriel Matos picture
    Gabriel Matos10/01/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Existe uma guerra que ocorre na arena da hermenêutica (interpretação de texto) e da epistemologia (O conhecimento de fato, verdadeiro) entre dois poderes históricos: Os Conservadores e os Progressistas. No seu livro sobre Justiça Social, inicialmente Russell Shedd não poupa ninguém. Começa tecendo críticas severas ao conservadorismo ideológico (Direita) que tomou conta da narrativa Bíblia nos Estados Unidos que menospreza o pobre e diante da temática da prosperidade capitalista materialista, tornando a Igreja compromissada com aquilo que se encontra apenas dentro de seus muros, mas alheia e irresponsável com o que se encontra fora dos seus domínios. Aqui a admoestação é que se arrependam, não sejam omissos e cumpram integralmente o chamado de Jesus. Sobre a esquerda, o texto critica principalmente a Teologia da Libertação que coloca no pobre a sua fundamentação. Demonstrando que ao tomar o pobre como ponto de partida, seu desenvolvimento é a inversão dos valores bíblicos e sua conclusão é invariavelmente mais contradição teórica, política e espiritual dentre seus próprios expoentes intelectuais. Alguns pontos são dignos de nota: O pobre na bíblia não é a prioridade, mas o pecado. A pobreza não é excludente de responsabilidade, mas é mera atenuante (o paralelo citado de Jonas é perfeito). O chamado ao arrependimento e a salvação vem antes de qualquer ação social como chamado missionário. Ao tornar a ação social igual à pregação do evangelho, automaticamente Cristo será trocado por Marx, porque Cristo realmente não veio propor um reino físico (pelo menos não agora). Marx nesse sentido oferece um apelo emocional, guerrilheiro, autoritário e sanguinário mais eficaz ou “prático” do que Cristo, pois somente pode se adequar àqueles cuja mente foi consumida pelo engano, pela cauterização do pecado e pelo espírito do Anticristo. Para combater a Esquerda e a Direita nos níveis mais teóricos, o chamado é para resgatar a cosmovisão cristã de Criação-Queda-Redenção; para combater no nível individual é a ação do espírito e o chamado ao arrependimento; o combate no nível social é a submissão e sofrimento para a magnificação da Glória de Cristo diante do nosso martírio, testemunho. A vida cristã transcende narrativas políticas, econômicas, sociais e individuais, mas não as exclui. Busca resgatar todas elas, pois em Cristo a totalidade da Criação está sendo redimida. Porém isso não exclui a responsabilidade de melhorar o meio ambiente, as relações de trabalho, a sociedade de modo geral. O chamado de Cristo é integral para a totalidade da realidade e todas as esferas sociais, porém ao procurar manifestação uma suposta “praxis” ou hermenêutica de esquerda, o Cristão perderá invariavelmente a integralidade. Se o lado místico, ortodoxo e transcendental do Evangelho não for levado em conta, pode até ser possível alcancar de um mundo utópico e sem desigualdades, porém serão pessoas iguais, indo comunitariamente ao Inferno.

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    Russell Philip Shedd profile picture

    Russell Philip Shedd

    Com apenas 20 anos, graduou-se no Wheaton College, nos Estados Unidos. Ali, especializou-se em hebraico e grego – línguas bíblicas cujo conhecimento considera fundamental para uma correta interpretação das Escrituras. Em seguida, tornou-se mestre em teologia e, mais tarde, doutor em filosofia e Novo Testamento pela Universidade de Edimburgo, na Escócia. Mas o saber não fez dele um acadêmico arrogante, desses que enxergam a divindade com a frieza dos livros. “O conhecimento não enfraquece a fé; pelo contrário, auxilia o nosso relacionamento com Deus”, afirma. “E ainda produz muita dependência dele também”. Para manter a comunhão com Deus, a receita desse veterano da fé é simples: “Acordo todo dia antes das cinco da manhã. Assim, é possível dedicar uma hora ou mais à leitura bíblica e à oração.” Com vinte livros publicados, Russell Shedd é muito conhecido no Brasil como fundador de Edições Vida Nova, casa publicadora especializada em obras teológicas pela qual lançou a Bíblia Vida Nova em 1977, abrindo o mercado para a popularização das versões de estudo das Escrituras Sagradas. Foi também professor na Faculdade Teológica Batista de São Paulo durante 30 anos e pastor da Metropolitan Chapel, congregação fundada por ele na capital paulista, onde vive e permanece ligado à denominação Batista. Missionário jubilado, Shedd tem um padrão de vida simples, razão pela qual não aceita que o líder evangélico ostente riquezas.

    36 Livros
    56 Seguidores

    Russell Philip Shedd