“A questão está na vida, só na vida — no ininterrupto e eterno descobrimento da vida, e não no fato de ela ter sido descoberta.”
Definitivamente, não é um bom livro para começar a ler Dostoiévski. Portanto, não comece a ler Dostoiévski pelo livro “O idiota” de forma alguma. Recomendo menos ainda para leitores iniciantes.
O livro é maçante sim, ele é cansativo sim, mas eu não diria que é um livro ruim, apenas não é o melhor do autor.
Na minha humilde e sincera opinião, o livro poderia ter menos páginas.
“O idiota” é uma obra-prima da literatura russa escrita por Fiódor Dostoiévski. Publicado originalmente pela primeira vez em 1869. O livro narra a história do príncipe Míchkin, um homem ingênuo e bondoso que retorna à Rússia após passar vários anos em um sanatório na Suíça.
O príncipe Míchkin é frequentemente descrito e considerado como “o idiota” por aqueles ao seu redor devido à sua natureza altruísta, sua incapacidade de compreender e lidar com as intrigas e manipulações da sociedade. Contrastando fortemente com o ambiente corrupto e mesquinho da alta sociedade russa.
O romance aborda temas como pureza, amor, redenção, religião, moralidade, loucura, culpa e reflexições sobre a Vida e a Morte.
Personagens como Nastácia Filíppovna, Rogójin e Aglaia Ivanovna representam diferentes facetas da natureza humana, desde o desejo ardente até a autodestruição.
Infelizmente, o livro não deu totalmente certo para mim, mas talvez esse não seja o seu caso. No entanto, repito e afirmo: o livro não é para iniciantes e muito menos para quem quer começar a ler Dostoiévski.
“De volta a seu castelo remoto,
Viveu em reclusão rigorosa,
Sempre mudo, sempre tristonho,
E assim morreu, como louco.”
Apenas minha opinião. Direto e crítico.