Astrologia e Fatalismo (Além da Ciência) - Magnetismo e Hipinose

    Guy Marais

    Editora Fase
    1983
    290 páginas
    9h 40m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    A estreita correspondência entre o microcosmo e o macrocosmo — entre o homem e o universo — é uma constante de todos os textos dos inúmeros autores que se têm ocupado das chamadas "ciências ocultas", desde os clássicos até os modernos. A hipótese de que os astros condicionem, ou de alguma forma dirijam, os destinos humanos, tem incontáveis adeptos — mesmo sem incluir os pseudoamadores que, em revistas ou na imprensa diária, "fabricam" os horóscopos sobre os quais se debruçam, atenta e ingenuamente, muitas pessoas. Alguns especialistas destes assuntos afirmam que a astrologia (que os rígidos dicionaristas definem como "pretensa arte de adivinhação pelos astros") evoluiu e se transformou na astronomia (ciência que se ocupa da constituição e movimentos dos astros), assim como a alquimia (arte quimérica que procurava as transmutações dos metais e a pedra filosofal) se transformou, por evolução, na química (ciência experimental e exata). Embora consideremos defensável esta opinião, permitimo-nos discordar dela na medida em que implicitamente afirma que as duas ciências substituíram as duas artes. Há, sem dúvida, afinidades entre umas e outras, mas nos parecem distintas... e coexistentes. Quanto à alquimia, mesmo sem ter em conta vários testemunhos de que a "pretensa arte" chegou a resultados positivos (sobretudo o claro testemunho de Nicolau Flamel, escrivão da Universidade de Paris), não nos cabe condenar sem análise o esboço de teoria de Georges Ranque, um homem cuja alta categoria como cientista não pode ser negada. Quanto à astrologia, há pelo menos uma ampla série de fatos verificados que, conquanto não possam talvez ser considerados provas, constituem, sem dúvida, uma forte probabilidade. De qualquer modo, e do nosso ponto de vista, a astrologia é uma das mais antigas e mais flagrantes características da ansiedade humana, que pretende, por todos os meios, sondar o passado e o futuro, proporcionar esperanças e propiciar os fados. Assim, neste último trabalho da curta série em que procuramos compilar e coordenar elementos de estudo sobre essa tendência predominante da humanidade, a documentação é abundante e variada, mas cumpre-nos citar em especial os autores em cujas obras mais particularmente nos baseamos, desde Tao Te King, Tchuang Tseu, o Bhagavad-Gita, passando por Nostradamus e chegando a Ellice Howe, Jean-Charles Pichon, Hades e Jean Sendy. É, portanto, com esta ilustre companhia que vamos iniciar mais uma jornada no caminho que traçamos e em que o benévolo e preclaro leitor (assim o esperamos) nos terá seguido com a sua tolerante curiosidade.

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