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    O Desejo de Pintar - e outros poemas em prosa

    Charles Baudelaire

    NOOVHA AMERICA
    2008
    47 páginas
    1h 34m
    ISBN-13: 9788576731474
    Português Brasileiro
    3.5
    33 avaliações
    Leram62Lendo0Querem43Relendo1Abandonos3Resenhas5
    Favoritos6Desejados43Avaliaram33

    Mario Vale , inspirado em Charles Baudelaire faz um duplo convite ao leitor jovem , para que se reconheça no universo desse enorme poeta e experiente a beleza das imagens que ele compôs para ilustrar o seu O Desejo de Pintar e outros poemas em prosa

    Resenhas (5)Ver mais
    Júlia Manjko picture
    Júlia Manjko14/06/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    "Providenciar versões do impossível é tarefa do artista"

    Tenho esse livro há muito tempo. Quando eu era criança eu achava os poemas um saco e ligava apenas para as pinturas kkkk. Hoje em dia eu já vi um valor muito maior nos poemas, todos eles são muitos bonitos e realmente conversam com o leitor. As pinturas também são muito belas, não tão incríveis como eu me lembrava, mas ainda assim uma obra de arte. A pintura do porto é a minha favorita.

    17 curtidas

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    Avaliações

    3.5 / 33
    • 5 estrelas24%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas30%
    • 2 estrelas9%
    • 1 estrelas3%
    Charles-Pierre Baudelaire profile picture

    Charles-Pierre Baudelaire

    Órfão de pai aos seis anos, Charles-Pierre Baudelaire viria a odiar o segundo marido da mãe, o general Jacques Aupick (mais tarde, esse sentimento inspiraria sua atitude rebelde em face das convenções sociais e dos temas frívolos na poesia). Após anos de desavenças com o padrasto, Baudelaire interrompeu os estudos em Lyon para fazer uma viagem à Índia. Na volta, participou da Revolução de 1848. Após esse período conturbado, passou a freqüentar a elite aristocrática. Envolveu-se com a atriz Marie Daubrun, a cortesã Apollonie Sabatier e a também atriz Jeanne Duval, uma mulata por quem se apaixonou e a quem dedicou o ciclo de poemas "Vênus Negra". Em 1847, lançou "La Fanfarlo", seu único romance (trata-se, mais propriamente, de uma novela autobiográfica). Dez anos depois, quando se publicaram "As Flores do Mal" ("Les Fleurs du Mal"), todos os envolvidos com o livro foram processados por obscenidade e blasfêmia. Além de pagarem multa, viram-se obrigados a retirar seis poemas do volume original (só publicado na integra em edições póstumas). Tanto "As Flores do Mal" como "Pequenos Poemas em Prosa" (póstumos, 1869) introduziram elementos novos na linguagem poética, fundindo opostos existenciais como o sublime e o grotesco. Entre seus ensaios, destaca-se "O Princípio Poético" (1876), em que fixa as bases de seu trabalho. Nos diários (também publicados postumamente), revela-se profético e radical contestador da civilização moderna. Literato que avançou as fronteiras dos costumes em sua época, Baudelaire lançou-se como crítico de arte no Salão de 1845, sempre buscando um princípio inspirador e coerente nas obras artísticas. ("Salão" era o nome pelo qual se conhecia a mais importante mostra anual da pintura e da escultura francesas.) De 1852 a 1865, Baudelaire traduziu os textos do poeta e contista norte-americano Edgar Allan Poe, por quem se entusiasmara já no final da década de 1840. Outro Baudelaire, o sifilítico e usuário de drogas, surge em "Os Paraísos Artificiais, Ópio e Haxixe" (1860), uma especulação sobre plantas alucinógenas, parcialmente inspirada pelas "Confissões de um Comedor de Ópio" (1821), do escritor inglês Thomas de Quincey. Há também obras de cunho intimista e confessional, como "Meu Coração Desnudo". Baudelaire foi um dos maiores poetas franceses de todos os tempos. Alguns o consideram um antecessor do parnasianismo, ou um romântico exacerbado. Pioneiro da linguagem moderna, impôs à realidade uma submissão lírica. Embora muito criticado, tinha entre seus admiradores homens como Victor Hugo, Gustave Flaubert, Arthur Rimbaud e Paul Verlaine. Dissipou seus bens na boemia e na jogatina parisienses. Mergulhado em dívidas, teve de resignar-se a medidas judiciárias tomadas pelos familiares, e um tutor foi nomeado para controlar-lhe os gastos. Seus últimos anos foram obscurecidos por doenças de origem nervosa. Após uma vida repleta de tribulações, Baudelaire morreu com apenas 46 anos, nos braços da mãe. Seu talento e seu intelecto só seriam totalmente reconhecidos depois. No século 20, tornou-se um ícone, influenciando direta e indiretamente toda a moderna poesia ocidental.

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