Americanidade, Puritanismo e Política Externa. -

    Erica Simone A. Resende

    Contra Capa
    2012
    368 páginas
    12h 16m
    ISBN-13: 9788577401062
    Português Brasileiro

    Guerra ao Terror é, até hoje, objeto de vasta literatura que busca entender e explicar suas múltiplas dimensões e suas implicações para a política externa norte-americana. Fruto de 5 anos de pesquisa, a presente obra problematiza o papel dos discursos na construção social da realidade, das identidades e dos interesses com o objetivo de compreender as condições de possibilidade da política de segurança de George W. Bush no pós-Onze de Setembro. Segundo a autora, a Guerra ao Terror somente se tornou possível devido à existência de um discurso de americanidade capaz de dar inteligibilidade à realidade após a crise de significados do Onze de Setembro. Trata-se de um discurso de americanos sobre americanos e sobre a América que, por meio de formações imaginárias criadoras de realidades, sujeitos, objetos, ações e relações, regula o que pode ser pensado, dito, compreendido e concebido com base em uma posição específica em um determinado momento histórico. O discurso de americanidade exteriorizaria uma formação discursiva específica - de genealogia puritana - que seria reproduzida nas práticas de política externa norte-americana. Pelo emprego de métodos de análise discursiva, a autora aponta como a Guerra ao Terror reproduz a estrutura de significados, narrativas, mitos e representações dos sermões políticos típicos dos puritanos da América Colonial do século xvii: os jeremíadas. Apesar da afirmação quanto à separação entre Igreja e Estado, entendemos que os Estados Unidos da América, por meio de suas práticas de política externa, construíram sua identidade nacional como ideologicamente puritana.

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