A Ilha dos Amores Infinitos -

    Daína Chaviano

    Editorial Presença
    2008
    300 páginas
    10h 0m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Cecilia, uma jornalista de origem cubana radicada em Miami, é incumbida de escrever um artigo sobre um fenómeno de contornos sobrenaturais que constitui um verdadeiro mistério. Simultaneamente, conhece num bar uma enigmática anciã que, noite após noite, desvela a história de três famílias de origens e culturas remotas. A princípio, Cecilia não consegue vislumbrar a ligação que aquelas histórias têm entre si, mas, sem dar conta, o percurso que vai trilhando, à medida que os anos passam e o destino das famílias se entrelaça, revelar-se-á a chave para a resolução do mistério. A Ilha dos Amores Infinitos é um romance sublime onde o amor atravessa gerações e sobrevive a todas as barreiras convencionais para triunfar até sobre a própria morte.

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    Joice (Jojo) Antonelli03/11/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Enredo maravilhoso e uma viagem à história de Cuba

    "A Ilha dos Amores Infinitos" traz a história de Cecilia, uma jovem jornalista cubana que mora em Miami (EUA). Sua sina é a de tantos outros cubanos: deixou a maior ilha do Caribe para tentar uma vida melhor em outro país. E ela se sente só, muito só. Numa noite, ela conhece num bar uma idosa de nome Amalia, que começa a lhe a história de três famílias: uma chinesa, que foge da guerra; outra em que todas as mulheres são amaldiçoadas com visões; uma africana, cuja matriarca é arrancada de seu país de origem por contrabandistas de escravos. Como essas três histórias vão se unir até chegar em Amalia - e até na própria Cecilia - é um dos fascínios deste livro. A obra de Daína Chaviano - escritora cubana que também mora nos EUA - nos cativa logo nas primeiras páginas, nos convidando a acompanhar a saga dessas três famílias. Vale destacar a escrita da autora: neste ponto, posso dizer que Daína me lembrou muito Carloz Ruiz Zafón. Assim como o escritor espanhol, ela é uma encantadora de palavras, usando-as com maestria e com enorme riqueza de vocabulário. Com seus personagens, ela nos faz passear por toda a história de Cuba, desde a colonização até os dias de hoje. Se alguns autores fariam disso uma aula enfadonha, Daína nos mete numa máquina do tempo e nos convida a conhecer a história de seu país; país este que, assim como sua personagem, ela parece amar e odiar. Ela ama as pessoas, ama as paisagens; ela detesta o que aconteceu e o que continua acontecendo na ilha. E esse conflito de sentimentos se faz sentir por todo o livro. Não bastassem essas ótimas características, o enredo flui muito bem. Se no final Cuba continua sendo um país ao qual Daína e Cecilia não podem retornar, sentimo-nos bem por acompanhar uma história fascinante com tantos personagens memoráveis (e alguns, dou a dica, que realmente existiram). Recomendo!

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