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    Diário Íntimo -

    Couto de Magalhães

    Companhia das Letras
    1998
    248 páginas
    8h 16m
    ISBN-13: 9788571647909
    Português Brasileiro
    3.2
    13 avaliações
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    Militar, político, empresário e homem afeito às letras, José Vieira Couto de Magalhães nasceu em 1837 e morreu em 1898. Aproveitar a vida parece ter sido sua obsessão de fundo, como transparece neste Diário íntimo descoberto pela organizadora do volume, Maria Helena P. T. Machado. Registrando uma estadia do general em Londres, que se encontrava lá a trabalho, o Diário revela um personagem perfeitamente individualizado, graças ao modo que encontrou de exteriorizar por escrito as tensões, os impulsos e os desejos de sua subjetividade. O general parece anotar tudo, do horário exato em que recebeu a correspondência aos sonhos eróticos com figuras masculinas. Ler o seu Diário é testemunhar um interessantíssimo momento de liberdade vigiada: aquele em que uma pessoa conversa consigo mesma - segura de que ninguém a ouvirá, mas não a ponto de dar chance ao azar: quando suspeita que a intimidade pode lhe causar problema, o general escreve em tupi ou em código.

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    Ana Laís Didomenico picture
    Ana Laís Didomenico16/07/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Um diário, uma vida

    "No entendimento do homem há duas coisas que estão sempre em luta, e são o ideal e o real". José Vieira Couto de Magalhães (1837-1898) foi político, empresário, militar e literato. Conhecia profundamente o interior do país e seus nativos, o que o levou a construir um perfil etnológico pioneiro das tribos indígenas do platô central brasileiro. Publicou várias obras, dentre elas "O Selvagem", encomendada pelo imperador Dom Pedro II, que buscava valorizar a população indígena e mestiça enquanto verdadeira e mais fiel representante da nacionalidade brasileira. Falava francês, inglês, alemão, italiano, tupi e diversos dialetos indígenas. Foi presidente de quatro províncias. Iniciou a navegação a vapor no planalto central, no rio Araguaia. Obteve a concessão da linha férrea da Minas and Rio Railway Ltd, conhecida como Estrada de Ferro do Rio Verde. Fundou o primeiro observatório astronômico do estado de São Paulo, às margens do rio Tietê. Polímata, autodidata e empreendedor. "Não há nada mais difícil de observar do que aquilo que é comum [J. J. Rousseau]" "Os gozos que a minha imaginação figura são coisas que só têm encantos enquanto não saem do domínio da imaginação". Couto era escritor compulsivo e metódico. Neste diário, descreve minuciosamente seu dia a dia, os sonhos, as doenças, os negócios, os relacionamentos pessoais e íntimos. Um homem bem vivido, melancólico entregue às lembranças da selva, dos rios caudalosos, dos sertões e da vida livre que teve no nosso éden tupiniquim. Visite meu insta: @contatosliterarios

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    José Vieira Couto de Magalhães

    José Vieira Couto de Magalhães (Diamantina, 1 de novembro de 1837 — Rio de Janeiro, 14 de setembro de 1898) foi um político, militar, etnólogo, escritor e folclorista brasileiro. Nasceu na província de Minas Gerais na fazenda Gavião, na cidade de Diamantina. Seus pais eram Antônio Carlos de Magalhães, capitão e comerciante de pedras preciosas, e Tereza Antônio do Prado Couto Vieira, dona de casa. Ambos os pais de Couto de Magalhães eram de ascendência lusitana, sendo o pai, Antônio Carlos, português de fato. Durante o Segundo Reinado foi governador das províncias de Goiás, Pará, Mato Grosso e São Paulo. Morreu em 14 de setembro de 1898, aos 61 anos de idade, de sífilis, doença da qual padecia desde os 52 anos anos de idade, quando já era governador de São Paulo. Couto de Magalhães conhecia bem o interior do Brasil e foi o iniciador da navegação a vapor no Planalto Central. Foi conselheiro do Estado e deputado por Goiás e Mato Grosso. Foi presidente das províncias de Goiás, de 8 de janeiro de 1863 a 5 de abril de 1864, Pará, de 29 de julho de 1864 a 8 de maio de 1866, Mato Grosso, de 2 de fevereiro de 1867 a 13 de abril de 1868, e São Paulo, de 10 de junho a 16 de novembro de 1889, presidência que ocupava quando foi proclamada a república. Preso e enviado ao Rio de Janeiro, foi liberado em reconhecimento da sua enorme cultura e ações em prol do desbravamento dos sertões brasileiros. Foi afiliado a maçonaria durante o cargo. Falava francês, inglês, alemão, italiano, tupi e numerosos dialetos indígenas. Foi quem iniciou os estudos folclóricos no Brasil, publicando O selvagem (1876) e Ensaios de antropologia (1894), entre outros. Fundou em 1885 o primeiro observatório astronômico do estado de São Paulo, na sua chácara em Ponte Grande, às margens do rio Tietê.

    5 Livros
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    Minas Gerais, Brasil

    José Vieira Couto de Magalhães