A Cidade e as Serras pode ser considerado o último grande 𤬠#$%!& para Paris.
Não é de hoje que criticamos o gosto em terras tupiniquins por tudo o que é estrangeiro, mas essa estranha mania foi herdada de nossos antepassados lusitanos que por sua vez aderiam ao modo de vida francês, participularmente o parisiense, em sua própria época.
Eça de Queirós expõe a debilidade da vida urbana e suas consequentes mazelas que hoje vemos exarcebadas em nossas próprias cidades causando estafa, depressão e outras tantas doenças físicas ou psíquicas. A cura que o autor preconizava é a mesma de nossos médicos, o afastamento do que nos causa mal.
Jacinto de Tormes é o representante da nobresa portuguesa que tem essa epifania na história e se muda para o interior de Portugual. A crítica comum de Eça aparece aqui em sua forma mais contundente: a necessidade de se manter e renovar os valores lusos e sua sociedade para impulsionar novamente a nação.
Por pura apreciação, a escrita de Eça continua sendo ímpar na literatura com seu dinamismo e leveza.
Recomendo.