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    A Torre Negra (A Torre Negra #VII) - (ePub)

    Stephen King

    Suma de Letras
    2012
    872 páginas
    1d 5h 4m
    ISBN-13: 9788581050843
    Português Brasileiro
    4.5
    5149 avaliações
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    Ambientada em um mundo extraordinário, repleto de imagens magníficas e personagens inesquecíveis, a série A Torre Negra é diferente de qualquer outra leitura. O sétimo e último volume é uma porta que se abre para as extensões mais longínquas da imaginação de Stephen King. “O homem de preto fugia pelo deserto e o pistoleiro ia atrás”. A série começa com essa frase de assinatura, imortalizada no papel quando Stephen King tinha 19 anos e fazia faculdade. Foi numa aula sobre os poetas românticos que o escritor conheceu o poema épico “Childe Roland to the Dark Tower Came”, do inglês Robert Browning, uma das principais fontes de inspiração da série A Torre Negra, além da trilogia O Senhor dos Anéis e do filme The Good, The Bad and the Ugly (Três Homens em Conflito). Partindo dessas fontes, King percorreu um longo caminho, cheio de portas e mundos, que aqui chega ao fim — ou será que é o começo? Neles, o pistoleiro Roland é obcecado por uma enorme corrente de energia que emana da torre que ele busca, e que precisa ser resgatada, pois está enfraquecendo.

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    Debora Machado picture
    Debora Machado05/12/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Sentimentalidades Kinguianas - The Dark Tower Saga

    Mais de quatro mil páginas e quase 3 anos depois, no pôr-do-sol deste sábado... eu terminei a leitura de A Torre Negra. Não acho que seja uma notícia a ser compartilhada com ninguém em especial. É uma conquista tão estupenda para mim que penso que ela deve ficar guardada no meu coração, não ser divulgada como uma notícia a ser diminuída pelos olhos e ouvidos de outras pessoas. O êxtase e o vazio psicológico/emocional que isso me causa são tão imensos que quase ouço a canção da rosa a me puxar. Não é fechar um livro, é fechar 7 volumes de uma história, fechar as portas de uma jornada, encerrar inúmeros mundos além deste entre palavras que, se soltas, talvez não rendessem nem um dicionário escolar, dada sua simplicidade. É chegar ao fim de uma jornada que, inquieta, não fica inerte dentro de folhas, ela se une ao leitor como mais uma peça de um ka-tet invisível. É incrível ter sobrevivido à grandeza da Torre Negra e à implacabilidade do ka, essa força imensa. Não é uma jornada fácil, os desafios são muitos. Tanto para leitor, quanto para narrador, personagens, tudo. São muitos mundos que convergem para uma única coisa e o que une estes mundos é um elo só: A Torre Negra, os 7 livros que narram essa busca e que levam o leitor pela mão por lugares jamais imaginados por uma mente preguiçosa. Como se Stephen King fosse apenas o mediador de todos os pólos, a história flui da mente dele para a mente do leitor, como se o "toque" fosse algo mais corriqueiro do que se possa crer. Incontáveis vezes dormi de coração tranquilo sabendo que o ka-tet dormia e respirava pesadamente ao longo do caminho. Não raras foram as ocasiões em que me esvaí em tiros, matando com meu coração. Perdi a noção das vezes que precisei forçar meus olhos marejados além do horizonte para ver se haveria um inimigo à espreita. E por quantas vezes eu maldisse o ka, essa roda geradora de uma existência que eu não posso controlar? As dores, os risos, as palestras... cada gosto, cheiro e sensação ao longo do caminho, costurados pela ansiedade de um ka-tet que não era meu. Mergulhei em um par de olhos azuis cravejados de marcas que traziam consigo o peso da idade do mundo e senti as dores de um parto indigesto que consumiria uma maternidade doentia impensável. Sofri duas mortes precoces e revivi depois de um vício que quase me custou a vida. Aprendi que o amor não se mede pelo tamanho do corpo mortal que é deitado à terra perante a morte. O ka ensina o poder do amor de uma forma trôpega, às vezes. Eu, Debora, terminei minha jornada enquanto outras tantas criaturas abrem o primeiro volume pela primeira vez. O meu ciclo se fechou... mas milhares de outros estão se abrindo enquanto deito aqui minhas impressões de tudo o que vivi entre as páginas desta saga. Sinto a dor do adeus e aquela saudade boa que nos faz lembrar todo um percurso quando nos vemos aos pés da majestosa Torre. O sofrimento final não é privilégio apenas do protagonista. É a dor de muitos em inúmeros ondes e quandos. É dor que ultrapassa o calibre das milhares de páginas. Roland, eterno peregrino rumo à Torre Negra que por essas horas cruza novamente o deserto em busca de respostas e de uma predestinação, como um eterno salvador do elo que equilibra todos os mundos. E quem teria mais coração que ele para encarar tudo isso? Longos dias e belas noites, pistoleiros. Que o ka seja gentil com vocês.

    200 curtidas

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