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    Eurico, o Presbítero -

    Alexandre Herculano

    Ática
    1971
    136 páginas
    4h 32m
    ISBN-1: 0
    Português
    3.4
    789 avaliações
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    Favoritos0Desejados778Avaliaram789

    [O Monasticon #1] Eurico, nobre gardingo na Côrte do Rei Witiza, em Toledo, sofre uma grande desilusão quando é impedido de casar-se com Hermengarda, filha do orgulhoso Duque Fávila. Então se retira, trocando a armadura de guerreiro pela humildade do Presbitério em Cartéia, cidade da antiga província Bética, à sombra do Monte Calpe — Gibraltar. Prevê o avanço de nuvens negras sobre a Hispânia cristã, quando se dá a invasão dos Sarracenos árabes e mouros em 711 A.D. Nas hostes cristãs, em debandada, sobressai o heroísmo do «cavaleiro negro», que ninguém sabe quem é! (...) Hermengarda é aprisionada pelo "Amir" dos mouros, Abdulaziz, até que surge o Cavaleiro Negro para o resgate. . . Um romance histórico (da 1ª fase do Romantismo português, publicado em volume de 1844) em que o celibato clerical torna impossível o amor entre dois jovens. [In e Apud: "Eurico, o presbítero, de Alexandre Herculano: o amor impossível num romance histórico-trágico-passional" (2011) / Hugo Lenes Menezes - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí]: "(...) Eurico, o presbítero, ao lado de O monge de Cister (1848), integra "O Monasticon", título geral que Herculano atribui ao ciclo de romances históricos (que afinal fica em aberto) acerca da insubmissão e inadequação das paixões humanas às convenções, especificamente, à da disciplina clerical, tratada de modo romântico pelo autor, na linha do conflito entre o sentimento, o amor impossível por Hermengarda, e a instituição; entre liberdade individual e lei social, desejo e norma limitadora. Depois, o mesmo tema é retomado por Eça de Queirós em O crime do padre Amaro (1875), num enfoque realista-naturalista, “à luz da observação e da experiência; mas os dados dessa são sujeitos também às preocupações doutrinárias da nova escola, que exagerava no sentido contrário ao do Romantismo” (FIDELINO DE FIGUEIREDO, História Literária de Portugal: séculos XII-XX, 1960, p. 428)." "(...) Os amores do gardingo de Toledo com a filha do duque de Cantábria [...] representam o triunfo da poderosa natureza sobre as convenções importunas dos homens – a batina do sacerdote não pudera extinguir no coração do cavaleiro godo o amor, atração iniludível e criadora de tudo quanto vive. Com mão resoluta e firme, Eça de Queirós, no mesmo problema do celibato do sacerdócio, levou a conclusão [a outro] fim [...] no livro iniciador, "O Crime do Padre Amaro". (TEIXEIRA DE QUEIRÓS, Centenário de Nascimento de Alexandre Herculano, 1910, p. 3." Alexandre Herculano renova a tradição dos romances de cavalaria e das canções de gesta (chansons de geste), dos jograis do Trovadorismo, para a criação do romance de ficção histórica em língua portuguesa. ==== https://pt.wikipedia.org/wiki/Gibraltar https://pt.wikipedia.org/wiki/Visigodos https://www.infopedia.pt/$cancao-de-gesta http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/eurico.html

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    Clio picture
    Clio06/01/2023Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Um romance de cavalaria português que merecia ser transformado em filme. A tragédia de Eurico é um épico. A luta contra invasores, o amor impossível por Hemengarda, a devoção religiosa. Tudo perfeitamente entrelaçado por Alexandre Herculano que quis deixar a marca lusitana entre tantas outras obras clássicas como El Cid, Ivanhoé e Artur da Távola. A adaptação feita para o português moderno cumpre seu papel - quase não é preciso o refúgio a um dicionário ou enciclopédia. Porém, o leitor mais acostumado ao ritmo dinâmico dos romances históricos atuais pode se sentir enfadado, já que todo o rol de personagens é dado a introspecção. O livro ainda apresenta batalhas sanguinolentas e discussões ferrenhas em que até os insultos são referidos, embora ainda dentro do gênero a que se propõe. Meu volume sofreu um pouco durante a leitura, e a lombada descolou... não sei se foi azar ou um defeito comum dessa edição.

    88 curtidas

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