A participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial é conhecida pelos brasileiros, principalmente no que se refere ao envio da Força Expedicionária Brasileira (FEB), com seus 25 mil soldados, ao front italiano. Mas a presença do país na Primeira Guerra , ocorrida duas décadas antes permanece como um tema restrito a estudiosos e aficionados. Neste livro, o jornalista gaúcho Marcelo Monteiro revela a escalada de acontecimentos que culminou com a declaração de beligerância do presidente Wenceslau Braz à Alemanha, em outubro de 1917. Em linguagem leve e atraente, a obra detalha desde o incidente envolvendo o mercante Rio Branco, no ano anterior, até o torpedeamento do Macau e a consequente guerra contra os germânicos. Narra ainda o esforço do país para contribuir com os aliados, com o envio de modestos navios de guerra e um pequeno grupo de aviadores.
U-93 - A Entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial
Marcelo Monteiro
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Este livro conta a trajetória do Brasil durante a Primeira Guerra Mundial, a qual foi extremamente pequena. Apesar disso, dez navios brasileiros foram atacados pelos alemães durante o conflito, ocasionando mortes, feridos e desaparecimentos. Porém no quesito mantimentos teve sim um grande apoio, enviando suprimentos agrícolas e matérias-primas aos países no epicentro do conflito. De início, países americanos ficaram de fora da confusão, deixando nações europeias e asiáticas isoladas. Porém no ano de 1917, os Estados Unidos entram para a guerra ao lado da Tríplice Entente, e isso causou inúmeras dúvidas no território brasileiro se o país iria seguir o mesmo destino. Foi preciso que quatro navios brasileiros (Paraná, Tijuca, Lapa e Macau) fossem destruídos para que o então presidente, Wenceslau Braz, declarasse guerra à Alemanha. Esse estopim foi quando o navio Macau afundou por causa de um submarino germânico chamado U- 93, o comandante do encouraçado brasileiro, Saturnino de Mendonça e o taifeiro Arlindo Dias dos Santos tiveram que ficar com os marinheiros do submarino inimigo, o paradeiro dos dois nunca foi descoberto. No naufrágio, duas pessoas morreram e o resto conseguiu sobreviver por meio da baleeira. Assim, no dia 26 de Outubro de 1917 o Brasil entra definitvamente para a Grande Guerra. Na questão bélica e no contingente militar, o Exército Brasileiro era defasado, não podendo contribuir com significância às batalhas europeias, desse modo o estado de guerra foi de caráter defensivo, ou seja, as fronteiras terrestres e maritmícas serão defendidas. No entanto, ocorreu sim a entrada de um combatente ao conflito, José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, então segundo tenente, pegou em armas em missão oficial. Esse homem fora enviado para a França para estudar a mecanização militar, após um mês lá foi nomeado para a comissão de cavalaria do exército da França, desse modo realizou estudos sobre o terreno, fotografia e cartografia militar, até ser convocado para atuar no front para comandar um pelotão do 1o esquadrão do 4o Regimento de Dragões. Após o armistício, foi condecorado com a cruz de guerra do exército francês. Anos mais tarde, José Pessoa tornar-se-á Marechal do Exército Brasileiro. Já no último ano da Primeira Guerra Mundial, a Marinha Brasileira enviou uma esquadra naval para patrulhar o Oceano Atlântico, a fim de evitar a ação dos submarinos alemães, ela foi conhecida como Divisão Naval em Operações de Guerra (DNOG) e foi comandada pelo Contra-Almirante Pedro Max Fernando Frontin. Um de seus feitos foi acertar um submarino alemão com um canhão de 102 mm, e apesar de não saber se foi destruído, a Inglaterra declarou a perda inimiga,fornecendo os créditos aos brasileiros. Atingida fortemente pela gripe espanhola, a DNOG acabou no dia 19 de Junho de 1919, após o fim da guerra. Com poucos recursos para o auxílio no front, o Brasil auxiliou seus aliados com uma missão médica militar, assim médicos, enfermeiras, estudantes e guardas foram à Europa para cumprir sua missão. Assim como a DNOG, eles também encontraram-se com a gripe espanhola, atuando no seu combate. De maneira geral, a participação tímida e curta do Brasil na Grande Guerra aconteceu por diversos motivos, seja economia, localização territorial ou princípios estratégicos. Portanto o livro de Marcelo Monteiro consegue abarcar todos esses eventos e narrá-los com maestria, proporcionando uma narrativa factual rica em detalhes e sustentações de maneira satisfatória, garantindo ao leitor informações importantes que participam da história das Forças Armadas do Brasil.
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