Um mundo sobre papel - Livros, Gravuras e Impressos Flamengos nos Impérios Português e Espanhol (séculos XVI-XVIII)

    org. THOMAS, Werner; STOLS, Eddy; KANTOR, Iris; FURTADO, Júnia Ferreira

    Edusp/UFMG
    2014
    1196 páginas
    1d 15h 52m
    ISBN-13: 9788531413537
    Português Brasileiro

    A tipografia contribuiu significativamente para a expansão europeia e para a globalização do mundo na Idade Moderna. Os livros e as gravuras divulgaram as civilizações do Novo Mundo na Europa e, ao mesmo tempo, o livro impresso era o instrumento por excelência para a transferência da cultura para os territórios de ultramar. Este livro explora esse intercâmbio, focando a exportação do conhecimento e da produção tipográfica flamenga, com destaque para a Oficina Plantiniana, de grande importância pela quantidade de obras editadas e também pela diversidade e excelência de sua produção. É resultado da exposição No Rastro de Colombo. Livros e Estampas de Antuérpia no Mundo Inteiro, acrescido de três novos estudos dedicados ao papel dos órgãos de censura, à história natural e às artes plásticas. Os textos dessa edição brasileira foram rearranjados em quatro partes, a saber: Tipografias & as Artes da Gravação nos Séculos XVI e XVIII; Comercialização & Circulação dos Livros; Colecionismo & Conhecimento; e Recepção & Apropriação Cultural.

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    Kathleen Alana31/08/2016Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    No Livro Um mundo sobre papel publicado pelas editoras: Editora da Universidade de São Paulo e Editore UFMG apresenta vários autores, que demonstram sua tese no discorrer de cada capitulo. Sendo esta obra uma edição brasileira, que é oriundo da exposição Plantin Craesbeeck: Um mundo sobre papel, que ocorreu em São Paulo e Minas Gerais. “A primeira edição desta obra foi publicada em flamengo e em espanhol, com o título Un Mundo sobre Papel: Libros y Grabados Flamencos em el Império Hispanoportugués (Siglos XVI-XVIII) (Lovaina, Acco, 2009)” (FURTADO & KANTOR, 2014, p.11). A edição brasileira é dividida em quatro partes: Tipografias & as Artes da Gravação nos séculos XVI e XVIII, Comercialização & Circulação dos livros, Colecionismo & Conhecimento, e Recepção & Apropriação Cultural que foram rearranjadas nesta obra e também, acrescidas três novos estudos dedicados ao papel dos órgãos de censura, à história natural e às artes plásticas. Esta obra discorre sobre a globalização através da tipografia, que conjunto com suas estampas e gravuras disseminava a sua cultura a povos de ultramar, com destaque para Antuérpia um grande centro tipográfico da época. Que realizava uma globalização pelo fato de todos estarem interligados através do papel. Esta livro descreve basicamente sobre Antuérpia e as casas tipográficas que constavam nesta cidade, o que deixa cansativa a leitura por possuir várias coautorias que se repetem no seu capítulo o que já foi descrito por outro autor. Cansando assim, a leitura corrida da obra, por ser excessivamente repetitivo o seu conteúdo. Também, os autores deste livro se prendem muito as gerações que conduziram as casas tipográficas, sem ser necessário. Uma vez que o título é um mundo sobre papel deveria se ater sobre as obras e documentos em si e não necessariamente se alongar tanto nas gerações familiares. Com destaque em especial a Serge Gruzinski que aborda ricamente o papel como condutor da primeira globalização entre os povos dos quatro continentes. A obra pode ser lida por qualquer pessoa independente do seu grau de erudição, pois apresenta palavras de fácil compreensão. Além de possuir imagens digitalizadas das obras e documentos que circularam no período abordado no livro, que agrega riqueza de detalhes e esmero em sua produção agradando a todos que o leiam, já demonstrando a cultura em que cada povo estava inserido. A leitura para consulta se adequa melhor a esta obra por ser demasiadamente longo e por seu peso e tamanho dificultarem no carregamento e na leitura. Uma vez que o seu manuseio dificulta uma posição confortável para leitura necessitando de um suporte para que não se canse rapidamente de se ler. Porém é este mesmo peso e tamanho que dão a este livro a imponência que ele necessita para deixar clara a importância que as tipografias tiveram para a disseminação da expansão européia, das culturas ultramar e da interação entre os povos. Pois o peso deste livro impõe sobriedade sobre a obra, como se tudo contido nele fosse magnânimo.

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