O livro sobre as obras de Solano e do Gabinete de Arquitectura nos ensina sobre a experimentação no canteiro de obras e a sensibilidade e o domínio dos materiais e técnicas. É sobre fazer muito mais do que arquitetura com o que o próprio território nos possibilita. "Solano inventa. Seduz porque, na hibridização de seus mecanismos mentais, produz algo novo. Inventa porque tem que inventar, quando o ponto de partida é trabalhar com recursos escassos, com o que se tem a mão. (...) Há que inventar, obrigatoriamente. Mas Solano inventa também porque quer inventar. Porque repensa a arquitetura, sua origem e suas possíveis soluções, e a coloca diante de nós, nua, intensa: estrutura protagonista, construção sem intermediários, sem acabamentos, sem disfarces, sem domesticar. Solano é humano, muito humano. E sua tarefa é humanizar a arquitetura, ampliar as relações entre as coisas e nós, dar-lhes sentido. Sua arquitetura nos conecta com a realidade, com o clima, com a gravidade, com nós mesmos, com os outros. (...) Por isso a arquitetura de Solano é grande arquitetura. Porque a carrega intensamente de significado. Ao mesmo tempo barroca e despojada: complexa, como ele mesmo." José Maria Sáez

