O primeiro livro desta dualogia me encantou por causa da premissa diferente, apresentar Hitler de uma maneira diferente. A personagem Gretchen Muller era a garota propaganda do partido Nazista e praticamente a mascote daquele que ela carinhosamente chamava de Tio Dolf, que era ninguem menos que Adolf Hitler. Essa humanização de Hitler, mostrando o homem como alguém também capaz de amar e cuidar daqueles que estão próximos foi algo novo pra mim, e achei que a autora soube trabalhar muito bem como a escuridão do personagem, soube mostrar as dualidades de Hitler, e a ambientação, com personagens reais, como Eva Braun, Geli Raubal e membros importantes da elite nazista deu um ar realista e muito firme à dualogia.
Nesta segunda parte, a trama perdeu o fôlego já que todos esses personagens se tornaram secundários. O próprio Hitler tem uma aparição bem curtinha, e tudo se centra apenas em Gretchen e seu par romântico, Daniel Cohen, e eu sinceramente achei que faltou carisma. Gretchen é valente e aguerrida, mas não teve o mesmo brilho e Daniel não convencia. A trama também tinha seus furos. A autora criou um assassinato fictício e a partir dele Daniel e Gretchen querem derrubar o partido Nacional Socialista (Nazista). Só que vários detalhes fizeram a trama perder o realismo e não foram críveis. Daniel e Gretchen sempre conseguem conquistar a confiança absoluta de todos ao seu redor, em questão de momentos. Daniel e Gretchen sempre escapam de todo tipo de perigos. Gretchen é capaz de enganar até o mais ardiloso membro das SS sem sequer se esforçar. E Daniel, que não tem os movimentos de um braço, consegue lutar com até três soldados de uma vez, e escapar! É como se todo o ranking inimigo fosse composto por um grupo de patetas e até o próprio Hitler quando se encontra com Gretchen e Daniel é facilmente "passado para trás". O fato de Gretchen e Daniel escaparem de tudo e todos e facilmente conseguirem o que querem, sempre mostrando Daniel como alguém espertíssimo soou como uma ficção mais clichê e essa perda do realismo da trama me frustrou bastante, porque era no realismo e nos detalhes que morava o encanto.