Deus na Prisão: Uma análise jurídica, sociológica e teológica da capelania prisional

    Antonio Carlos da Rosa Silva Junior

    Betel
    2013
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-13: 9788582440063
    Português Brasileiro

    A ordem para que os cristãos prestem assistência espiritual aos presos existe desde a época de Cristo. Foi Ele mesmo quem nos ordenou vestir o nu, cuidar do enfermo e visitar o preso (Mateus 25.31-40). A expansão da Igreja, nesse sentido, fez com que surgissem ministérios específicos para a realização de cada um dos compromissos cristãos, dentre os quais o da capelania prisional. Embora importante, poucos se dedicaram a estudar esse tema com profundidade. Por isso, não é sem motivo que a Editora Betel tem a honra de apresentar ao público brasileiro este seu mais novo lançamento. A tríplice abordagem – jurídica, sociológica e teológica – feita pelo autor abarca a essência do que se pode pensar nessa seara. Em razão de sua análise meticulosa, o livro pode ser considerado um marco naquilo que se propõe: balizar o referencial teórico da prestação da assistência religiosa aos encarcerados. Além disso, a obra traz uma mensagem oportuna: levar um pouco da luz da esperança e do amor àqueles que vivem em meio à escuridão, ao esquecimento e à descrença.

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    Bruna Aparecida dos Santos da Silva27/05/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Sensacional

    O livro é dividido em 3 capítulos principais: 1 – A ASSISTÊNCIA RELIGIOSA E O DIREITO: Neste capítulo o autor traz os direitos que as instituições religiosas, os capelães e os reclusos possuem (análise jurídica). O autor vai se utilizando de leis, resoluções e portarias de determinados Estados, para explanar sobre determinadas situações em tópicos. O autor traz também alguns tópicos sobre temas já decididos em tribunais: Batismo fora da prisão; participação em culto público; limitação de horários; formação teológica do capelão. p.44 “Cabe ao Estado, portanto, garantir que a assistência religiosa seja prestada de forma ampliada, sem comprometer a dignidade humana e outras liberdades constitucionais”. 2 – CRIME E PRISÃO: REINCIDÊNCIA OU RESSOCIALIZAÇÃO? Neste capítulo o autor traz dados referentes ao sistema prisional (uma análise sociológica), nesse plano temos a falência do sistema prisional. Para o autor a responsabilidade de ressocializar o preso é do Estado e da sociedade, mas não significa excluir o compromisso do preso. RESSOCIALIZAÇÃO= REFORMA MORAL. “RECONHEÇAMOS QUE A RELIGIÃO CUMPRE SEU PAPEL DE RESTAURAR ALGUNS VALORES PERDIDOS PELOS CRIMINOSOS” p. 112 3– A RESPOSTA CRISTÃ PARA A RESSOCIALIZAÇÃO DO PRESO: Neste capítulo o autor faz uma comparação entre a perspectiva naturalista com a doutrina bíblica, que reconhece que somos obra prima de Deus, criados à sua imagem e semelhança, onde dessa concepção surge a DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA. Ele analisa que com o surgimento do pecado remete a uma violação da ordem divina, e o crime desrespeita a ordem jurídica, se observar que ambos se assemelham (p. Ex. Matar). Em vários artigos da Constituição Federal se observa os valores bíblicos cristãos. “o anúncio da notícia de que “todos pecaram” retira do preso a ideia de que ele é pior de todas as pessoas, impossível de receber o perdão divino e incapaz de se perdoar”. p. 155 A assistência religiosa tem o poder de mostrar ao recluso a graciosidade e bondade de Deus, elevando assim, a sua autoestima. p.156 A palavra PERDÃO tem significado grandioso às pessoas reclusas. p. 160 Com certeza esse livro entrou para a lista dos meus favoritos, uma leitura de muito proveito e reflexões, trazendo de forma fundada a importância da Assistência Religiosa, que infelizmente não é vista pelo âmbito jurídico como, um meio de extrema importância a tão almejada ressocialização dos presos. Recomendo a leitura à todos, até mesmo a quem não é cristão.

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