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    Discoteca Básica - 100 Personalidades e Seus Discos Favoritos

    Zé Antonio Algodoal

    Edições Ideal
    2014
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-13: 9788562885341
    Português Brasileiro
    4
    27 avaliações
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    Quem nunca fez uma lista dos seus 10 discos favoritos que atire a primeira pedra! Discos e listas possuem uma atração irresistível há muitos anos – relação de amor e ódio (sempre vai ficar algum de fora), pautada pelos critérios mais diversos/malucos, e capaz de preencher páginas de revistas, programas de TV e animar muitas conversas de bar. Pois bem, Zé Antonio Algodoal também adora listas, e resolveu fazer um livro sobre isso, com as escolhas de 100 personalidades do Brasil e do exterior. A pergunta do autor foi simples: “Quais os 10 discos da sua vida?”. Além de elaborar a lista, cada convidado também falou um pouco sobre as suas escolhas. Afinal, o amor pelos discos é tanto que não basta enumerar, também é necessário escrever sobre isso. Discoteca Básica – 100 personalidades e seus 10 discos favoritos. Um livro de listas, mas também um livro de histórias, que retratam o amor pela música. E, o que é ainda mais legal, sem ser um livro de crítica musical. É um livro feito pelos fãs, com critérios pessoais, apaixonados, sinceros e às vezes inexplicáveis. E quem será o campeão de citações, o álbum mais querido dessas 100 personalidades? Leia Discoteca Básica e descubra.

    Resenhas (1)Ver mais
    Luis Eduardo Souza Costa picture
    Luis Eduardo Souza Costa01/05/2015Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Os Sons nossos de cada dia

    Foi atração à primeira vista. Em um começo de noite de sábado, março de 2015, após um exaustivo dia extra de trabalho, entro na Livraria Cultura do Centro do Rio, procurando pelo livro “Teletema” (Guilherme Bryan e Vicente Villari) então recém lançado e só ali à venda. Enquanto o atendente vai atrás da obra no estoque, fixo a minha atenção em um pequeno mas vistoso volume, com uma capa mostrando o desenho de um disco de vinil e o título em letras grandes, “Discoteca Básica” (Edições Ideal, 2014). Em pouco mais de uma rápida folheada, descobri tratar-se de uma coletânea de textos, onde 100 personalidades escolhem seus discos prediletos, comentando e explicando cada seleção. Como de vez em quando acontece, uma súbita sensação de que aquele livro, pra mim desconhecido até minutos antes, tinha que ser adquirido de imediato. Voltei pra casa com ele. Os leitores compulsivos me entenderão. Passadas algumas semanas, me aventurei pelas páginas organizadas por Zé Antônio Algodoal e aquela primeira impressão foi de fato confirmada : “Discoteca Básica” não poderia faltar na minha estante. O primeiro destaque é realmente o capricho gráfico da edição. Capa e papel de primeiríssima qualidade, com todas as ilustrações coloridas, trazendo as artes originais dos álbuns citados. Para os fãs da velha cultura do vinil, esse detalhe é fundamental. Aliado a isso, uma sacada interessante : as capas internas reproduzem os manuais com especificações técnicas de antigos modelos de toca discos. Deu água na boca. Como todas as coletâneas, há alguma disparidade entre os textos publicados, desde de verdadeiras odes que, sozinhas já valeriam o investimento , como as assinadas pelo chef Alex Atala, pela diretora de TV Anna Butler, por Astrid Fontenelle e pelo próprio autor, até comentários sumários que pouco acrescentam à proposta da edição, como por exemplo, o de Jô Soares. Da mesma forma, um outro ponto poderia ser melhorado : por padrão, foram dedicados inicialmente duas páginas por convidado, para alguns mais prolíficos, cujos textos ultrapassavam esse limite, a continuação seguiu ao final do livro, o que atrapalha um pouco a dinâmica da leitura. O ideal seria ter adequado o espaço ao tamanho de cada texto. Embora válidas, essas observações não obscurecem a qualidade do trabalho. Cada relato pode representar uma descoberta ou o doce sentimento de reconhecimento de que, aquele disco que tanto fez a nossa cabeça, pode ter tido influência igual ou superior em outras pessoas. Experimentei isso muitos vezes ao longo da leitura e, em especial, quando Clara Averbuck evocou entre suas escolhas o seminal “Ram” de Paul McCartney, uma das trilhas sonoras da minha vida. O final do livro também reserva boas surpresas. Para os que conseguem segurar a ansiedade, o recomendável é que não pulem páginas, dessa maneira fica ainda mais saborosa a compilação de dados que nos mostram os discos e artistas mais citados pelos convidados. Não vou revelar quais, mas, como aquele velho chavão das torcidas de futebol, poderia levantar um cartaz com os dizeres “Eu já sabia”. Mesmo não sendo uma proposta totalmente original ( só para citar um da mesma seara, temos o sensacional “Noite Passada um disco salvou minha vida”, de Alexandre Petillo) “Discoteca Básica” cumpre com sobras o papel de registrar em letra de forma as emoções mais distintas que um álbum, tocado no momento certo, pode desencadear. Uma antiga inscrição que vinha impressa nas capas dizia que “disco é cultura”. Vou além. Alguns deles trazem os sons que enchem de cor as nossas vidas. Faixa por faixa, tanto no lado A, como no lado B.

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