É incrível o que um bom título faz com a nossa curiosidade. E, no caso de “Boa Noite, Estranho – Detetive Por Acaso”, de Jennifer Weiner, eu achei o título intrigante.
Antes de começar a leitura, como sempre eu li as orelhas, as críticas e os comentários, o que me fez ficar ainda mais interessada, já que estimulada pelos anos que passei lendo Agatha Christie, a principal formadora do meu hábito literário, jamais consegui abrir mão de um bom livro policial, por isso, foi com grande ansiedade que comecei a ler “Boa Noite, Estranho”.
Se a princípio eu imaginei ler um suspense do tipo Agatha Christie, ao longo do livro percebi que Weiner me lembrou muito Sarah Mason em “Um Amor de Detetive”, um livro que amo de paixão. E, que conquistou até mesmo o meu marido, que costuma detestar tudo que leio atualmente.
Mesmo dando ótimas gargalhadas, “Boa Noite, Estranho” não me conquistou logo de cara... Mas, conforme eu avançava com a leitura, ficou impossível parar de ler, pois Weiner tem um olhar agudo e muito inteligente sobre a natureza feminina e muito pouco gentil com a rotina doméstica que a mulher precisa enfrentar principalmente após a maternidade.
Portanto, eu conheci Kate uma mulher nascida e criada em Nova York, e que foi obrigada a mudar-se para a pacata Upchurch onde não consegue adaptar-se, até que a morte de uma de suas vizinhas faz com que ela saia de seu estado latência e parta em busca do culpado com a ajuda de Janie, sua amiga milionária, e de Evan, seu antigo amor.
O livro é narrado em primeira pessoa, mas nem por isso eu fiquei tentada a vestir a pele de Kate, já que em muitos momentos eu discordei de suas ações e pensamentos, porém, em momento nenhum, eu deixei de me divertir com o livro, que isto fique bem claro!
Se eu desejei algo que Kate possui, confesso que adoraria ter tido uma filha como Sophie. Céus!, o que é aquela criança???? E, os gêmeos Sam e Jack não ficam atrás, não! São as “cerejas” do livro. E, não posso esquecer Janie, a amiga sonhada por todas as mulheres.
Mesmo tendo simpatizado muito Kate e entendido todos os motivos pelos quais ela vai em busca da solução para os eventos que agitam Upchurch, acho que nem sempre ela foi justa ou coerente, o que a torna ainda mais real para mim.
E, caso ela fosse minha amiga, eu sugeriria que ela pensasse com mais carinho na proposta de Ben. Afinal, errar é humano, e os maridos parecem errar mais frequentemente... Aliás, acho que ela é muito inteligente para esquecer isso.
Duas coisas me animaram bastante – Uma foi a forma como o livro termina, então imagino que “Boa Noite, Estranho” seja o primeiro de uma série detetivesca, onde terei o prazer em rever esses personagens adoráveis.
E, a outra, foi nos agradecimentos, quando Weiner agradece ao seu irmão e agente cinematográfico, Jake Weiner, o que me fez concluir que o presente livro deva, em breve, ser adaptado para o cinema. Tomara que caprichem!