When Caldan’s parents are brutally slain, he is raised by monks and taught the arcane mysteries of sorcery. Vowing to discover for himself who his parents really were, and what led to their violent end, he is thrust into the unfamiliar chaos of city life. With nothing to his name but a pair of mysterious heirlooms and a handful of coins, he must prove his talent to earn an apprenticeship with a guild of sorcerers. But he soon learns the world outside the monastery is a darker place than he ever imagined, and his treasured sorcery has disturbing depths. As a shadowed evil manipulates the unwary and forbidden powers are unleashed, Caldan is plunged into an age-old conflict that brings the world to the edge of destruction…
A Crucible of Souls (Sorcery Ascendant Sequence #1)
Mitchell Hogan
A Crucible of Souls foi uma experiência agradável. Mais um dos livros que acabei encontrando nas sugestões do Goodreads e que não conhecia. A história gira basicamente em torno de Caldan, um rapaz que, ainda criança, tem os pais assassinados. Ele então é criado em um monastério por monges que conheciam seus pais. Esse monastério serve como escola para jovens de famílias ricas do continente (o monastério ficava numa ilha), fazendo com que Caldan, o pobrão da turma, não seja exatamente visto como boa companhia. O monastério é referência no ensino não só das disciplinas convencionais como ciências e matemática, mas também magia. Achei interessante que o conceito de magia nessa história não é bem o que estamos acostumados a ver. É uma magia “do bem”. Nada de explodir coisas ou Expecto patronos da vida. Não. Ao invés disso o autor nos mostra um sistema onde o mago pode criar acessórios para ajudar em tarefas cotidianas, como por exemplo um papel que, ao ser colocado entre a porta e o batente, faz com que ambas fiquem grudadas como uma tranca. Tipo aqueles selos que a gente vê ao assistir Naruto, em uma comparação grosseira. Numa certa ocasião, Caldan acaba tendo uma desavença com um dos alunos e sem querer acaba ferindo-o gravemente. Os monges, com medo de as famílias dos alunos ficarem descontentes com o ocorrido, acabam sendo obrigados a expulsá-lo do colégio e manda-lo para o continente. Antes de manda-lo embora, os monges acabam revelando coisas do passado que Caldan não sabia sobre sua família. E fica ainda mais impressionado ao receber um acessório mágico de valor inestimável (no livro, são chamados de trinkets) que, de acordo com os monges, pertenceu a seus pais. De posse desse acessório, Caldan pode tentar desvendar o motivo e quem de fato assassinou sua família. Tá bom, tá bom, eu sei que você está pensando “nossa como ele pode perder tempo com um livro tão cliché como esse?” Bom, a resposta é simples. O legal dos clichés, é que quando são bem trabalhados, eles simplesmente... funcionam. Simples assim. É sempre bacana, pelo menos pra mim, acompanhar o desenvolvimento de personagens que aparentemente não têm a ver com a trama principal, e só lá no final tem suas histórias cruzadas e as coisas fazem sentido. Conhecemos Elpídia, uma médica em desespero por estar com uma doença grave. Amerdan, um comerciante que é bem mais do que aparenta ser. Lady Caitlyn, uma guerreira que quer de todo modo combater o mal, mesmo que utilizando de métodos um tanto quanto...do mal. Vasile, um magistrado em desgraça que tem o dom de dizer ser alguém diz a verdade ou não. Miranda, uma tripulante de navio que quer voltar a morar no continente. Além de outros. Acredito que os que leram O Nome do Vento e gostaram vão curtir bastante essa série. Achei o ritmo e o estilo extremamente parecidos. A capa pode sugerir uma história bem dark, mas não é tanto assim. Não há exatamente cenas de muita ação nem reviravoltas a lá Casamento Vermelho, porém o livro te prende e acaba sendo bem prazeroso de se ler. Pretendo continuar a série. Recomendo.
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