Se existe algo mais volátil que o coração de um leitor eu acho que ainda não conheço...
Veja bem, há pouco tempo eu estava torcendo loucamente para que Christopher Phelan voltasse são e salvo para casa e para a querida Beatrix Hathaway, no quinto volume da série Os Hathaways, de Lisa Kleypas. Torcia como se desconhecesse que o final feliz estava garantido e como se desconhecesse o resultado da guerra, onde a coligação de vários países saiu vitoriosa, e a Inglaterra entre eles.
Outro país dessa mesma coligação, a Rússia, serviu como cenário para o romance “Guerra e Paz”, de Tolstói, e lá estava eu torcendo por Pierre Bezukhov e Natasha Rostova, quando assisti ao filme.
No entanto, quando tenho em minhas mãos um romance com os adoráveis Amadeus e Adeline, franceses de classes sociais diferentes, mas que devido à mesma guerra onde os personagens dos livros citados anteriormente estão envolvidos, lá estou eu torcendo por Napoleão, mesmo sabendo o final deste conflito que arrasou a Europa durante vários anos.
Os leitores estão entregues à imaginação dos escritores. E, dependo da mágica criada, sofremos mais, ou menos.
Em “O Vestido Cor de Pêssego” eu sofri muito! Stival é precisa na reconstituição histórica das batalhas durante as guerras napoleônicas. Na verdade, eu achei as cenas dos conflitos de guerra longas e desnecessárias. Embora, a mais emocionante, em minha opinião, tenha sido exatamente a cena de lealdade dos comandados do General Barnard, antes de uma dessas batalhas.