(...) sol, e mil outros clichês esperançosos..."
Eu comecei a ler Drizzt pelos três livros lançados pela Devir que formam a Trilogia do Vento Gélido e me apaixonei pelas personagens, pela trama e pela estória. Salvatore publicou esses livros entre 1988 - 1991. Exceto pela adaptação em HQ de "La Leyenda de Drizzt" (Espanha, 2012), eu não tinha lido os escritos mais recentes do autor.
Então, neste ano eu encontrei os três livros da trilogia Companion Codex, que começaram a ser publicados em 2015 em inglês, por um preço bom e os comprei. Sinceramente, esse foi o pior livro do Drizzt que eu li. Se não fosse pela boa impressão passada pelos anteriores eu venderia os dois volumes seguintes sem os ler. O estilo do autor mudou ao longo desses anos e não me caiu mais tão bem. Fazendo valer a tradição do jogo de RPG da Dungeons and Dragons anteriores à quinta edição, as batalhas demoram uma eternidade de páginas e ao fim nada, ou o mínimo acontece. Um exemplo é o ataque de Tiago Baerne aos companheiros de Entrei ou a batalha final entre Dhalia e Catt-brie. Às única exceções são as mortes de dois drows: Berellip e Jearth. De resto, são uma sucessão de batalhas épicas que parecem não sair do lugar. A mesma lentidão cadenciada se faz sentir nas infinitas conspirações das oito altas casas de Menzobenrranzan para conquistar Gaunthlgrym e o ataque no Desfiladeiro de Kelvin. São, de longe, a pior parte do livro. Nem a presença de um devorador de intelecto consegue as tornar mais interessantes!
O próprio andamento do livro se assemelha a uma sucessão quase-climax, sendo que sempre falta algo, que se está quase lá. Nos primeiros livros que formam a obra cada capítulo trata ou das casas dos Drows, dos Companheiros de Artemis ou os de Drizzt até que no final tudo se mistura. Ainda que a obra faça um fan service à primeira trilogia, e eu já conhecesse Thilbbledorf e Dhalia, que se tornará a Matriarca da Casa Do'Urden mesmo sendo uma daarthir (elfa da superfície), tive de pesquisar na internet como e porquê os quatro companheiros de Drizzt morreram e voltaram à vida mais jovens (ainda que uma marvelização do D&D, foi usada de maneira inteligente), para conseguir entender a trama.
Em suma, só deveria mesmo ter lido esse livro após seguir a cronologia dos outros, mas como os livros já estão aqui, seguirei a leitura dos seguintes esperando tecer resenhas mais positivas.
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