''– É uma calibre nove, de fabricação chinesa – explicou. – Uma cópia exata da Browning
HP. Os chineses copiam tudo. São precisos e meticulosos. Se não fossem os ideogramas, daria
pra confundir com uma autêntica. Mas a mecânica é uma bosta. Trava no meio do carregador.
Perfeita na aparência mas fraca por dentro... Exatamente como o socialismo chinês.
Concordei fingindo interesse. O comandante Cayetano era um dos dirigentes históricos da
guerrilha. E um dos poucos sobreviventes. Tinha passado dos sessenta e usava um cavanhaque
fino e longo no estilo Ho Chi Minh e, como o líder vietnamita, também era alto e magro.''
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O protagonista desse livro narrado em primeira pessoa é, como o nome bem o diz, um crápula de marca maior. De classe média, apesar de ter um bom estilo de vida e pais ricos, começa a carreira no crime metendo-se em guerrilhas de extrema-esquerda na juventude, e é preso. Depois de sair da cadeia, entra para negócios barra-pesada com um policial corrupto, tão criminoso quanto ele. Trabalha em uma boate de strip-tease e tem aventuras com diversas mulheres, comete mais crimes. Resolve recomeçar abrindo um restaurante depois de ter conseguido muito dinheiro em um assalto, mas... fantasmas do passado do protagonista voltam para assombrá-lo, justamente quando pretendia mudar de vida (será?).
Um livro que dá aulas de crime organizado, mas apesar de polêmico, não deixa de ser um bom entretenimento.