A partir do final dos anos setenta, houve no Brasil um claro esforço do governo federal no sentido de aumentar o grau de controle sobre as empresas estatais vinculadas à União. Desde o primeiro momento, este esforço foi inspirado pela preocupação em conseguir assegurar, de forma direta, o alinhamento da operação destas empresas aos objetivos da política de estabilização macroeconômica. Pelo seu alcance, sua efetividade, seus acertos e seus equívocos, a busca deste alinhamento constitui uma rica experiência, cuja análise pode dar lugar a reflexões da maior importância sobre as potencialidades, os riscos e as limitações do manejo das empresas estatais como instrumento da política de estabilização. São exatamente esta análise e estas reflexões que constituem o objeto deste livro.