O Anarquismo Social

    Frank Mintz

    Editora Imaginário
    2006
    95 páginas
    3h 10m
    ISBN-10: 8576630125
    Português Brasileiro

    A extensâo do neoliberalismo e o conjunto dos desequilíbrios que ele acarreta, a deterioração do clima e as catástrofes que se seguem, emanaram diretamente das consequências da lógica do capital. A amplitude de seus malefícios é diretamente ressentida pelos pobres, pelos explorados. A forma que assumirá a oposição cada vez mais calara ao capitalismo, à sua violência e suas forçcas de repressão não é previsível nem nos Estados Unidos, nem nos outros países.

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    Cristian Cobra04/02/2015Resenhou um livro
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    Segundo o próprio autor este livro busca fazer uma avaliação histórica em busca das raízes do anarquismo para ligá-lo a questão social, dai o nome Anarquismo Social. Talvez, alguns achem estranho a necessidade de reforçar a ligação entre anarquismo e questões “sociais” (como a diminuição das desigualdades econômicas), no entanto, o termo anarquista tem sido disputado por outros discursos como o do anarco-capitalismo. Não deixa de ser uma tarefa útil, porém, repetitiva. Mintz filia-se ao discurso do anarquismo operário, sindical, burocrático e materialista-histórico. Nada mais do que chover no molhado quando, ao meu ver, o anarquismo já superou e deve superar ainda mais essa visão enviesada pelo materialismo histórico do marxismo. O texto é útil para se aprender um pouco mais das histórias que fascinam todos os anarquistas: as experiências de Makhno na Ucrânia, a Guerra Civil e a CNT espanhola, o caso da IWW americana; além da revisita às palavras dos clássicos: Bakunin, Malatesta e Kropotkin (e a ausência de Poudhon aqui diz algo). O texto é de 2005 e é fruto dos colóquios dos quais o autor participou em Sâo Paulo, Rio de Janeiro e Córdoba, em 2004. O livro não possui muitas informações sobre Frank que, segundo uma rasa pesquisa, descobri que ele é francês, nascido em 1941 e membro da Confederação Nacional dos Trabalhadores (C.N.T) Francesa. Nesse sentido é interessante a leitura para iniciantes das leituras libertárias, porém, o texto é truncado, talvez por culpa da tradução. A Editora Imaginário não possui edições com muita qualidade, embora eu não esteja desmerecendo em nada a importância e papel fundamental dessa pequena editora no fomento e disseminação do pensamento libertário e artístico. Enfim, uma leitura pautada nos clássicos e na História é sempre interessante, sempre existe uma informação ou dado novo, porém, o interessado precisa conhecer as novas leituras anarquista para superar a visão dialética e limitada do anarquismo dos século XIX e XX.

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