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    Contra o Ocidente - Rússia contra-ataca

    Alexander Dugin

    Austral
    2013
    204 páginas
    6h 48m
    ISBN-14: 9788565820042'
    Português Brasileiro
    4
    2 avaliações
    Leram8Lendo1Querem19Relendo0Abandonos0Resenhas1
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    Acompanhe os desdobramentos teóricos da Quarta Teoria Política, e a forma fundamental que ela se assume no espaço geopolítico russo, o Eurasianismo. Entenda, assim, como a Rússia vem implodindo, um por um, os paradigmas liberais que compõem o atual imperialismo pós-moderno ocidental, estruturando-se em torno das três ciências eurasianas vitais: a Etnossociologia, a Geopolítica e a Teologia. Compreenda o nacionalismo erótico dos narodi; a proposta do império schmitteano do “Grande Espaço”, erguido sobre o pensamento deste grande jurista alemão; entenda como a concepção democrática fundada no reino do pós-liberalismo caminha em direção à aniquilação dos povos em benefício da demoníaca elite global a mando do “Príncipe do Mundo”; compreenda as bases metafísicas do verdadeiro sentido conservador, construído sob a primordialidade do ser sobre o tempo, e que determina todo seu caráter de antimaterialismo, enraizamento e ação. Conheça o poema político eurasiano, o qual vem a despertar as elites intelectuais de seu sono pós-marxista, contra o verdadeiro inimigo liberal. O que é essencialmente o Ocidente e o Oriente, como percebê-los no mapa ontológico do mundo? O que é a pós-modernidade e o que ela representa para a História? Globalismo, modernização, cultura e identidade, como se relacionam no cenário político atual? Da Quarta Teoria Política, como crítica definitiva ao mundo do ouro e da usura, e os desafios pós-ideológicos que enfrenta, até sua aplicação e seu destino, afirmado sob uma precisa compreensão do sagrado, passando pelo destino da Rússia e o caráter mítico de sua história contemporânea, o autor Alexander Dugin nos indica, neste livro – apresentado ao publico ibero-americano por seu amigo Alberto Buela – a via última do Conta-ataque definitivo.

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    Caio Lobo picture
    Caio Lobo26/05/2023Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Livro doutrinário

    Nesta obra Dugin é menos geopolítico, mas mais ideológico. A velha e eterna luta histórica entre Ocidente x Oriente se intensifica nesse século com o atlantismo buscando a vitória absoluta através da globalização e globalismo, tornando o mundo monocultural, onde a cultura ocidental seja a única, mais especificamente a cultura ocidental moderna, liberal e norte-americana. A Rússia vive um impasse histórico com o Ocidente em meio a uma crise econômica e ideológica, pois desde a queda da União Soviética perde sua identidade, se tornando mais europeia, mas Dugin planeja que a Rússia seja o polo de um mundo multipolar. O mundo globalizado faz com que problemas no núcleo do Ocidente afetem todos os países periféricos, gerando prejuízos econômicos e culturais expressivos. A adesão à globalização torna-se inescapável para países como a China e a Índia, mesmo que não aceitem seus valores ideológicos. A busca pela paz parece trivial, pois o discurso pacifista cresce junto com o derramamento de sangue e o sofrimento (e o discurso de paz é estratégia ocidental). Mas Dugina prefere guerra à paz, pois ela é natural e um modo de lutar por valores fundamentais. A história dos sérvios ilustra como a fidelidade à terra e o espírito nacional podem levar as pessoas a morrer por um lugar sem valor estratégico, mas parte de sua identidade, por amor a aquilo que se é. Diante do desafio de enfrentar um império, é preciso que outros impérios se juntem em uma estrutura assimétrica, levando a um mundo multipolar. O atlantismo busca romper com as tradições antigas, religiões, filosofias e modos de ser. Os objetivos eurasianos aspiram liderar a Rússia e transformá-la em um Império Eurasiano continental, participando na transformação do mundo, para retomar valores e para que cada povo tenha sua própria cultura, própria lógica, própria política e o seu próprio Dasein. É importante reconhecer que diferentes culturas possuem valores distintos, e os valores ocidentais não são inerentes à história e sociedade russas, nem às tradições e crenças religiosas de outras miríades de pessoas e povos. O conceito de “Leviatã” ressurge aqui, representando o poder do Estado, inspira medo por sua punição, levando a rebeliões que buscam inverter o poder e causar medo no governo. A Rússia é um Behemoth que sonha em ser Leviatã, mas nega. Nessa batalha entre o Leviatã e o Behemoth tem um preço, que se paga com vidas humanas, mas como diria Gramsci “guerra é guerra”. Podemos fazer uma analogia e alegoria com os dois monstros do Apocalipse, mas agora o Leviatã como besta que subiu do mar, monstro de sete cabeças, e o Behemoth como besta que subiu da terra e seus dois chifres; a uma besta foi permitido fazer a guerra e tem poder sobre toda tribo, língua e nação, e a outra besta faz descer fogo do céu e mata todos os que não adoram a imagem da besta. “Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela?” (Apocalipse 13). Neste livro doutrinário Dugin faz do “ser russo” uma metafísica. Rússia é uma essência, assim como cada povo é uma essência em si. O espaço não é neutro, tem qualidade inerentes que não dependem apenas das coisas que estão ali, mas são um modo do eterno. E o modo eterno da Rússia é sempre lutar.

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    Aleksandr Gelyevich Dugin

    Professor, cientista e analista político, ativista e conselheiro russo cujo pensamento se relaciona ao eurasianismo, à filosofia perenialista e ao neofascismo. Principal organizador dos Partido da Eurásia, do Partido e da Frente Bolchevique Nacional.

    17 Livros
    12 Seguidores

    Aleksandr Gelyevich Dugin